MEDITANDO O EVANGELHO DE:

04.03.2015-“Enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte...”. A Quaresma é também uma “subida para Jerusalém”. É um caminho para a cruz. Nossa vida deve ser uma subida contínua até Deus. Podemos até fazer algumas paradas, mas jamais uma paralisia.Em cada Eucaristia comungamos o Corpo de Cristo. Ao comungar o Corpo do Senhor estamos querendo proclamar a todos que queremos servir e praticar o bem, que queremos viver como Cristo viveu, que queremos mergulhar no amor sem limite de Jesus Cristo. Sem a sintonia com a vida de Cristo, a Eucaristia da qual participamos, supostamente, carecerá de sentido.“Vós não sabeis o que estais pedindo”, diz Jesus aos filhos de Zebedeu. Também nós pedimos muitas coisas a Deus, sem que de fato, “saibamos” o significado de nossos pedidos.Para ser relembrado e refletido permanentemente:“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. “A vida é dada a nós e nós a merecemos dando-a” (Rabindranath Tagore).P. Vitus Gustama,svd

03.03.2015-Quando temos entre as mãos os corações daqueles que queremos melhores e os sabemos atrair com a mansidão de Cristo, já percorremos metade do nosso caminho apostólico. Ao perceberem isto, os corações deles se tornam abertos, como terra boa, onde podemos semear a semente da Palavra de Deus. A Igreja nunca deve esquecer-se de que foi instituída para servir. O serviço é o único critério da grandeza para um cristão segundo o evangelho (Mt 23,11). O próprio Cristo é o exemplo disso (cf. Jo 13,15). Para se manter nessa missão a Igreja deve converter-se permanentemente. Segundo o profeta Isaias (cf. Is 1,10.16-20) o âmago da penitência está na procura do bem e da justiça, da retidão e da honestidade, da caridade e da solidariedade.A Palavra de Deus proclamada hoje nos chama à conversão que se traduz no serviço despretensioso. Viver em estado permanente de conversão é a lei de crescimento para qualquer pessoa que acredita em Deus. “Quem não reconhecer seus pecados ata-os às costas como uma mochila e põe em evidência os pecados dos outros. Não por diligência, mas por inveja. Acusando o próximo, procura esquecer a si mesmo” (Santo Agostinho. In ps. 100,3). O móvel da conversão não é tanto a ameaça de castigo ou de perder a salvação, quanto a fascinação de penetrar na vida do amor trinitário divino. A conversão conduz as pessoas juntas à maturidade espiritual, que se reflete em sua aversão ao mal e sua atração pelo bem.P. Vitus Gustama,svd

02.03.2015-A misericórdia não é simplesmente amor: é um amor que não conhece limites, barreiras, obstáculos, fronteiras: é um amor que sabe amar também quem se tornou  indigno do amor. Enquanto o amor diz somente doação, a misericórdia diz super doação. A misericórdia é um especial poder do amor, que prevalece sobre o ódio, a infidelidade, a deslealdade, a ingratidão. Como diz João Paulo II: “Esse amor misericordioso é capaz de curvar-se ante o filho pródigo, ante a miséria humana e, sobretudo, ante a miséria moral, ante o pecado. A misericórdia se manifesta em seu aspecto verdadeiro e próprio quando valoriza, promove e explicita o bem em todas as formas de mal existente no mundo e no homem” (Dives in misericordia, no.6).O melhor caminho para humanizar cada vez mais um ser humano é o do amor e da misericórdia. Um cristão cheio de amor e de misericórdia é muito humano e educado. Ele é tão humano que se transforma em uma manifestação daquilo que é divino. Naquele que ama tem algo divino, pois “Deus é amor”. Jesus Cristo foi tão humano e por isso, foi tão divino. Para sermos divinos temos que ser muito humanos. É o paradoxo de ser cristão.

28.02.2015-Como é difícil amar os que destruíram ou acabaram com nossa vida ou nossa família, e ainda rezar por eles!? No nosso inconsciente, como seres humanos, sempre resta algum sentimento vingativo. Trata-se de um sentimento com o intuito de acabar com a vida dos que nos fizeram algum mal, mas, infelizmente, resulta em acabar com a nossa própria vida por causa do mesmo sentimento: “O ódio que se opõe ao ódio consegue apenas aumentar a superfície e também a profundeza do ódio” (Mahatma Gandhi). Repito: O ódio é igual a beber o veneno e espera-se que o outro morra. Mas aquele que bebe o veneno é que morre. Daí lança-se a pergunta: vale a pena seguir o mesmo caminho (violência, vingança)? Não se trata de acariciar a cabeça de quem pratica a violência. Trata-se de procurar alguma alternativa. Nisto percebemos que ser cristão é o grande desafio diariamente. Todo dia devemos renovar o nosso ser de cristãos ao contemplar permanentemente Jesus Cristo, o amor misericordioso de Deus feito homem.

27.02.2015-Todos nós somos pecadores e devemos ter consciência de pecadores. Ninguém pode olhar para o outro e dizer que o outro é mau. Se tivermos uma boa formação de nossa consciência e se trabalharmos seriamente na nossa sensibilidade, a consciência nos acusará como pecadores. O insensível carece de consciência e nisto consiste a ruína. Somente um santo é que capaz de se reconhecer pecador, pois ele está sempre frente a frente com o Deus santo.Para viver a vida cristã e a fé cristã temos necessidade de viver da superabundância da misericórdia de Deus. E somente tendo acolhido essa misericórdia infinita do Pai é que poderemos, por nossa vez, perdoar nossos irmãos. Amar é perdoar. Guardar rancor contra alguém é privar-se da bênção divina. De fato, cada pessoa não tem senão um só coração e não saberá parti-lo em dois, sob o risco de vê-lo dilacerar-se e morrer. A unidade do coração repousa sobre essa dupla misericórdia. O nosso mundo morre por falta de misericórdia, pois o mundo está repleto de agressividade de todos os tipos. Não tenhamos medo de denunciar esse drama, inclusive o mesmo drama que tem dentro de nosso coração.

 26.02.2015-O texto do evangelho de hoje (que se encontra no Sermão da Montanha: Mt 5-7) continua repetindo, como no texto do evangelho do dia anterior, que Deus é profundamente bom, que deseja “dar” coisas boas para seus filhos e filhas e, por isso, há que rezar com esse espírito, com uma confiança total e inabalável em qualquer momento e circunstâncias. A oração de Ester (primeira leitura: Est 14,17) no Antigo Testamento é um exemplo disso.Na época de Ester a situação do povo eleito era dramática: o povo disperso, minoritário no meio de povos pagãos e frequentemente perseguido e desprezado. Essa situação passa a ser a oração de Ester. Em outras palavras a oração de Ester parte de sua vida e expõe seu caso a Deus. Ela reconhece sua grande pobreza e confessa sua solidão diante de Deus. É uma oração audaz que se dirige a Deus como familiaridade; uma oração que pede a Deus para tomar conta do seu povo para ser livre dos inimigos: “Livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”

25.02.2015-Lembremo-nos de que Deus, por causa de sua misericórdia por nós, está contra a Si próprio, pois ele poderia usar de justiça contra todos nós, pecadores diários (ninguém está livre de pecar com pensamentos, palavras, atos, omissões etc. diariamente). A misericórdia de Deus é maior do que sua justiça. Nem o próprio Jonas consegue escapar dessa misericórdia. A misericórdia de Deus se estende a todos.A raiz da equivocada exigência de um sinal da parte dos contemporâneos de Jesus não é outra coisa que o egoísmo, um coração impuro, um coração duro que unicamente espera de Deus o êxito pessoal, a ajuda necessária para absolutizar o próprio ego (eu). Esta forma de religiosidade representa a recusa fundamental da conversão.Quantas vezes nos tornamos escravos do sinal do êxito! Quantas vezes pedimos um sinal e nos fechamos diante da chamada à conversão! Nós queremos, muitas vezes, milagres de Deus e Deus poderia dizer: “Me largue! Pois vocês devem ser a luz do mundo e o sal da terra” (cf. Mt 5,13-16). Quantas vezes esperamos a demonstração, o sinal do êxito, tanto na história universal como em nossa vida pessoal! E perguntamos até que ponto nós cristãos transformamos realmente o mundo? Até que ponto nós cristãos demonstramos os princípios cristãos e damos provas de nosso êxito criando o paraíso na terra!?

24.02.2015 -Jesus, no seu ensinamento sobre a oração, quer nos evitar de uma noção mágica de Deus: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. ..., pois vosso Pai sabe do que precisais”. Deus é o melhor juiz de nossas necessidades do que nós mesmos, e Suas prioridades podem não ser iguais às nossas. Por isso, o que Jesus quer com o Pai Nosso é que confrontemos nossa vida pessoal e comunitária com seu projeto original: que com nosso proceder façamos que o Reino de Deus aconteça.“Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus....”, diz nos Jesus. De todas as revoluções do Evangelho, a mais profunda e a mais radical é a revelação de Deus como Pai, e conseqüentemente Deus como amor, como o Pai mais carinhoso e entranhável. O Pai-Nosso não é uma simples oração apesar de ser breve. O Pai-Nosso é uma síntese de tudo o que Jesus viveu e sentiu a propósito de Deus, do mundo e de seus discípulos.“Vós, portanto, orai assim: Pai Nosso...”. Em sua oração Jesus sempre se dirige a Deus chamando-O de Abbá. Para Jesus Abbá é o nome próprio de Deus. Esta expressão aramaica é um termo que era usado especialmente pelas crianças pequenas para dirigir-se ao seu pai carinhosamente. O termo Abbá tem como tradução literal “papai” ou “papaizinho”. É um tratamento de muita ternura. Ao chamar Deus de Abbá Jesus quer nos revelar sua relação íntima que ele vive com Deus. A atitude de Jesus diante de Deus é a atitude de uma criança cheia da confiança, do afeto e da ternura de uma criança. Diante do Abbá são eliminadas as preocupações.


23.02.2015-Sabendo do término de nossa caminhada um dia aqui neste mundo, o texto do evangelho deste dia é uma das páginas mais incômodas de todo o evangelho. Uma das páginas do Evangelho que sempre temos mais medo é a da parábola do “Juízo final”. Trata-se do momento supremo do homem, do momento em que deverá prestar contas ao seu Criador, porque todos Lhe pertencem e que Ele esteve presente na história de todos (cf. Mt 28,20; 25,40.45; 1Cor 3,16-17 etc.). Por isso, fala-se de condenação e de salvação, de bênção e maldição, de chamada e de repulsa: de eternidade.    Qualquer homem pode não encontrar Deus durante a vida, mas não tem como escapar do seu próximo com quem Jesus se identifica. O verdadeiro próximo é aquele em cujo caminho eu me coloco e não apenas aquele que eu encontro no meu caminho. No julgamento final, Jesus nos revela um Deus que não se pode medir com os nossos cálculos matemáticos, legais ou rituais, um Deus que, apesar de ser o mais próximo de nós, também é o mais afastado porque Ele é o “diferente”, o “diverso”, o “outro”.

21.02.2015-A quaresma é o tempo forte liturgicamente para dedicar um tempo para a reflexão e a oração. É o tempo para ouvir um pouco nossas preocupações, nossos assuntos demasiados humanos para levar em consideração os assuntos de Deus para nossa própria salvação.

“Ajude-me, Senhor, a destruir meus instrumentos de opressão, e a deixar os meus hábitos autoritários, a linguagem maldosa que sempre emiti, o olhar que condena. Dê-me um pouco de Sua força para acolher de coração aberto o indigente e prestar todo socorro ao necessitado, para que possa nascer na minha vida a Vossa Luz. Que minha mão seja Sua mão estendida para todas as pessoas em cujo caminho me coloco. Que Seu convite para abandonar tudo que não presta para o bem comum ressoe permanentemente no meu coração, e que não perca tempo nem demore em seguir Sua voz, Senhor. Dê-me, Senhor, a força para seguir adiante atrás de Seus passos para que um dia possa experimentar também Sua Ressurreição. Amém!”.

20.02.2015-Fazer jejum significa saber renunciar a algo e dá-lo aos demais; é saber controlar nossas apetências; é saber nos defender com liberdade interior das contínuas urgências do mundo de consumismo. Jejuar é purificador. Jejuar não seria privar-se de tudo e sim usar moderação em tudo, isto é, ser sóbrios. Jejum supõe um grande domínio de si, de disciplina de olhos, de mente e da imaginação. A falta de sobriedade é uma das causas pelas quais se obscurecem e se debilitam as melhores iniciativas e decisões de um cristão. A sobriedade é certamente uma garantia da capacidade de orar e de apreciar o Espírito Santo. Com a renúncia às coisas Cristo nos chama à alegria, a uma alegria profunda, nascida da paz da alma. Fazer jejum é renunciar a algo para dá-lo aos necessitados. O jejum com uma dimensão de solidariedade nos tira do egoísmo, nos tira de uma vida vazia. Paradoxalmente a vida vazia é pesada para quem a tem. Sou livre quando a graça pesa mais do que as regras e não o contrario.O profeta Isaias descreve qual é o verdadeiro jejum que agrada a Deus (Is 58,6-9).  Deus não quer o jejum formalista que não tem em conta a vida do outro, e muito menos a justiça. Nada valem as ações que excluem o amor ao próximo. O verdadeiro jejum, no pensamento do profeta, remete ao comportamento capaz de renunciar à ganância, à avareza para começar a ser generoso; capaz de renunciar ao tempo pessoal para ir ao encontro do necessitado (doente, prisioneiro, idoso etc.) para estar com ele a fim de aliviar uma parte de sua dor. O jejum verdadeiro consiste em quebrar todas as cadeias injustas, em repartir o pão com o faminto. Segundo o profeta Isaias, o culto deve estar unido à solidariedade com os necessitados. Caso contrário, não agrada a Deus e é estéril. As manifestações exteriores de conversão têm a sua prova real na caridade e na misericórdia para com os necessitados, com os pobres, com os carentes do essencial como um ser humano para viver. O verdadeiro jejum é um verdadeiro compromisso com os irmãos necessitados e empobrecidos ou injustamente são presos.

19.02.2015-Jesus Cristo nos ensina, não somente com palavras, e sim com seu próprio exemplo que o caminho da felicidade, o caminho da vida se encontra na capacidade de nos relacionarmos com os demais e de vivermos fraternalmente unidos pelo amor. Por isso, temos de ir atrás das pegadas de Cristo, carregando nossa cruz de cada dia. Quem andar por um caminho diferente ao de amor que Cristo nos mostrou, em lugar de dar vida, dará morte, e ele próprio se converterá em destruidor da vida alheia e da própria vida.A glória de Cristo passa, primeiro, pela cruz. E passa pela cruz como conseqüência de sua maneira de viver a missão cuja alma é o amor, a partilha, a igualdade, a fraternidade, a compaixão... Por isso, a cruz de Jesus não é um acidente, tampouco uma equivocação. Quando Jesus anuncia sua morte, não está dizendo outra coisa que assumirá conseqüentemente sua vida justa e solidária. Mas não somente anuncia sua morte, anuncia também sua ressurreição. É a ressurreição que somente virá como conseqüência de sua morte na cruz pela vida justa e solidaria que ele viveu. O ressuscitado é o crucificado. Jesus realmente vive com o propósito claro: sabe o que quer e sabe o que vai alcançar. Jesus não pára no meio do caminho sabendo das conseqüências de sua missão, porém sabe muito mais o bom resultado.

18.02.2015-A febre do consumismo hoje em dia é um grande desafio para praticar um profundo jejum, isto é, o verdadeiro encontro com Deus e com o próximo. Jejum é um dos caminhos da libertação. Como é bom viver livre de qualquer apego, pois se abre o caminho para novas descobertas. Não podemos nos esquecer que a Quaresma que agrada a Deus e que nos traz a paz é Quebrar as cadeias injustas Libertar os oprimido Repartir o pão com o faminto -Acolher em casa os pobres e peregrinos Cobrir ou vestir os nus - Não desprezar o próximo. Somente então, “invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui” (Is 58,9ª). É preciso levar à oração essas palavras que nos queimam como as brasas.

14.02.2015-Os discípulos pensam que deveria ter bastante dinheiro para comprar pão para alimentar o povo. O problema se torna grave ainda, pois o povo se encontra no deserto (longe dos povoados): “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?”.Mas Jesus encontra a solução no próprio povo que os próprios discípulos deixam de lado: “Quantos pães vós tendes?”. Jesus pede que os discípulos olham para o povo faminto com compaixão e, ao mesmo, que olhem para o que eles têm para partilhar com o povo necessitado. Ninguém é pobre que não possa partilhar o pouco que se tem. Partilhar é um sinal da riqueza interior. Somente quem é rico por dentro é capaz de partilhar o que se tem com quem não tem nada.E os seus discípulos responderam: “Sete”. “Sete” é um número simbólico indicativo das nações.  Sete era o número das nações pagãs habitantes da terra de Canaã (cf. At 13,19). A totalidade das nações é setenta (7x10). O sete era o numero da perfeição e da totalidade, da plenitude acabada e perfeita (Santo Agostinho), da universalidade (Santo Tomás), o numero que une o par e o impar, o fechado e o aberto, o visível e o invisível. Para os autores do século XII o sete tinha uma dignidade suprema: sete foram os dias da criação, sete eram os dons do Espírito Santo, sete virtudes (três teologais, quatro cardinais), sete os pecados capitais.

13.02.2015 A comunidade cristã entendeu o valor sacramental do ensinamento de Jesus encontrado no texto do Evangelho de hoje (Mc 7,33-35), e realiza sobre os candidatos para o batismo, sobre os catecúmenos na Iniciação Cristã, o gesto de Jesus. Quem preside o Batismo ou a Iniciação cristã toca os ouvidos do candidato para que possa acolher a Palavra de Deus e a boca para professar a fé: “O Senhor Jesus, que fez os surdos ouvir e os mudos falar, te conceda que possas logo ouvir sua Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus”.        

 

História

 

DADOS SOBRE AS  ORIGENS DA PARÓQUIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO

 

Localização

O território pertenceu  à  fazenda do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório, em 1823. Em 9  de maio de 1856, foi comprado pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar que se casou com a Marquesa de Santos, falecida em 1867. Em 1917, foi comprada em parte pela Companhia Armour do Brasil.

Até o fim da década de 1940, a região do Parque São Domingos era usada como pastagem para o gado que deveria ser abatido no Frigorífico Armour, passando por baixo da vi Anhanguera, pelo “buraco do boi”, que hoje está prestes a ser eliminado.

Passou, depois,  para a Novo Mundo Investimentos Ltda que  se transformou na Comercial e Imobiliária Novo Mundo Ltda  (rua João Brícola, 39)

 

O terreno em que está construída da igreja de São Domingos Sávio foi doado pela Novo Mundo Investimentos Ltda, com a condição de que  logo se construísse  uma igreja. Havia, para isso, um prazo limite. Não podia ser uma capelinha. Tinha que ser uma igreja.

 

Em 3 de fevereiro de ‘1957 foi colocado um cruzeiro no terreno, quando os clérigos salesianos do Instituto Pio XI já faziam “oratório festivo” com a criançada da vizinhança.

O cruzeiro foi doado por Ermano Marchetti, político muito conhecido na região.

Foi construído um palanque coberto onde ficou o altar. Uma procissão saiu da igreja dos Remédios e chegou, a pé, até o Parque São Domingos para a missa e inauguração do cruzeiro. Na procissão vinham Filhas de Maria, Congregados Marianos, crianças da Cruzada Eucarística e muitos outros paroquianos dos Remédios. Chovia e ventava naquele dia. Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo auxiliar, presidiu a cerimônia e encabeçou uma coleta com a importância de dez mil na moeda então circulante. Seguindo o exemplo do bispo, oura pessoa chamada Cid Valente, ofertou ainda mais cinco mil e todo o povo contribuiu dentro de suas possibilidades.

 

Como o prazo estipulado para a confirmação da doação do terreno esta quase se esgotando (faltavam só dois anos) foi formada uma comissão de moradores para a construção da igreja. Entre outras pessoas, compunham a comissão:  Luiz Piccoli, Galdino Alves, Osório Lima, João Carpi, Carlos Davi, o juiz de paz de Pirituba sr. Leônidas, Geraldo Ratis.

Sobressaíam ainda nos esforços pela construção Ana Rodel Alves, Penha Ratis, Paula Piccoli...

Faziam-se leilões de prendas doadas, nas casas onde os moradores se reuniam para rezar o terço. Com os leilões, era conseguido algum dinheiro para a compra de material de construção.

 

Conta-se que foi decidido pela comissão apenas o tamanho da igreja (atual salão paroquial) sem determinar onde seria a porta principal.  Mesmo assim, começaram as escavações para os alicerces da igreja. Com os alicerces em andamento, ficou garantida a posse do terreno.

 

 

   

 

 

Inicialmente, o pensamento era de a igreja ser dedicada aos Santos Anjos mas com a presença dos salesianos e a recente canonização de Domingos Sávio, a igreja passou a ser de São Domingos Sávio.

 

Já em 1959, uma primeira turma de crianças estava pronta para fazer a Primeira Comunhão ma como não havia boas  condições  no Parque, a festa foi feita na igreja da Lapa.

 

Levantadas as paredes e feito o telhado, veio a surpresa: em 21 de abril de 1960 foi criada a Paróquia de São Domingos Sávio.

 

Somente em 6 de outubro de 1961 houve a posse do primeiro párooco: Monsenhor Rafael Arcanjo Coelho que era da Arquidiocese de Mariana, MG, mas que estava em São Paulo desenvolvendo atividades relacionadas, inclusive, a atendimentos aos afro-descendentes.

 

Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, organizou o Apostolado da Oração e difundiu a devoção das “Nove Primeiras Sextas-Feiras”. Logo foi chamado de volta para sua diocese e a Paróquia ficou sem pároco por quase três anos.

 

 

Eram os Cônegos Lateranenses da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios que geralmente atendiam os moradores do Parque, principalmente os padres Domingos, Guerino e José.

 

Em 26 de fevereiro de 1966, a paróquia foi entregue aos Religiosos de São Vicente de Paulo, congregação funda em Paris por Jean Leon  Le Prevost.  Assumiu, então a paróquia o padre Gabriel Fortier, vindo do Canadá como missionário.   Aqui ele permaneceu até ser chamado para ficar à frente da Região Episcopal Oeste 1, com sede na Lapa, por ocasião da enfermidade que acometeu Dom José Thurler, bispo auxiliar.

 

 

Padre Gabriel Fortier empenhou-se  em colocar em prática as decisões do Concílio Vaticano II.  Estava sempre presente em todas as reivindicações dos moradores do Parque.

Participava   das  reuniões onde se discutiam as maneiras mais rápidas para se conseguir linha de ônibus,   eletricidade para as casas e ruas,  recuperação das ruas que apenas tinham sido  abertas nas muitas movimentações de terra e que as águas das chuvas  as  tornavam  impraticáveis.

 

informações pesquizadas pelo Prof.Leôncio

 

Galeria de Vídeos
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AVISOS PAROQUIAIS

BATISMO - Mês de Março

- 28/02 (sábado) 14h00 - Preparação de pais e padrinhos

- Batismo (aos domingos) 12h00 - 01/03, 08/03, 15/03 e 22/03

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA (Efetuar a inscrição, de preferência uma semana antes da preparação)

- Cópia Certidão de nascimento da criança,

- Cópia dos documentos dos padrinhos,

- Pagamento da taxa

Estes documentos deverão ser apresentados no ato da inscrição

VIA SACRA

Todas as quintas-feiras, do período da quaresma, após a missa das 19h30

CURSO DE NOIVOS - em preparação para o Sacramento do Matrimônio

Dia 15/03 domingo Inscrições e maiores informações, na secretaria paroquial ou pelo telefone 3904-0549

Estão abertas as inscrições para catequese de 1ª Eucaristia procurar a secretaria para maiores informações.

Você jovem que já recebeu o sacramento do Crisma venha participar do Grupo de Jovens.

A pastoral dos Corinhas está com inscrições abertas, quem estiver interessado procurar a secretaria.

Senhores dizimitas por gentileza retirem o formulário para recadastramento na mesa do dízimo e o seu calendário 2015.

0 projeto Beija-flor necessita de voluntários para acompanhar crianças com dificuldade escolar.

Venham participar da nossa Catequese de Adultos, todas as Terças Feiras ás 20h00.

Pedimos a gentileza de trazer sua nota fiscal paulista sem o CPF, para ajudar a Casa de Guadalupe.

O Reino de Deus é precisamente a máxima realização dos ideais humanos de fraternidade, de solidariedade, de comunhão, de igualdade e de justiça. E precisamente no comer comunitário ou na festa comunitária se vivem os sinais que mostram como possível ou realizável o Reino de Deus entre os seres humanos. Para isso, há que ter uma disponibilidade generosa e a aspiração de construir algo maior do que os pequenos negócios e trabalhos particulares ou individuais.

10 RAZÕES PARA TORNAR-SE UM DIZIMISTA:

1 - Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)

2 - Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)

3 - Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)

4 - Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)

5 - Porque sou filho de Deus, n‘Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)

6 - Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)

7 - Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)

8 - Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)

9 - Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)

10 - Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

O espaço totalmente ocupado pelo bem, o mal não tem vez. Quem se mantiver assim até o fim, seu nome estará escrito no céu

 

O CRISTÃO DEVE ESFORÇAR-SE PARA SER MELHOR EM TUDO

Para Refletir

1.“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Papa Bento XVI: Carta Encíclica Deus Caritas Est no.10).

2. A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência (idem no. 25ª).

P.Vitus Gustama,svd

FE..“Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Diante da pergunta sobre o porquê da incapacidade dos discípulos em curar o menino, Jesus deu-lhes uma grande lição sobre a importância da fé: 

Com suas palavras, Jesus sublinha, sobretudo, a necessidade da fé para poder vencer o mal.

A fé é onipotente porque nos une ao Onipotente. A fé é o ponto de apoio em Deus. A fé nos dá um poder incrível, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como podemos verificar na vida de tantos homens e mulheres ao longo da história da Igreja. A fé nos permite rezar de modo eficaz. Segundo Jesus, a verdadeira fé faz desaparecer qualquer impossibilidade, faz qualquer um caminhar na vida com serenidade e paz, com alegria profunda como uma criança nas mãos de sua mãe. A verdadeira fé liberta qualquer um do desapego de todas as coisas. Além disso, é importante para nossa vida comunitária ter em conta que a fé em Deus nos abre muitas possibilidades e qualidades que estão escondidas e adormecidas. Ao assumir pessoalmente a fé, começaremos a ser conscientes de nossas grandes reservas humanas, as quais devem ser postas para o serviço aos demais.

A PONTE ENTRE DEUS E OS NOMES

Se os homens criam muros e abismos de separação entre si, Jesus cria pontes entre os homens e Deus para que os homens tenham um livre acesso para chegar até Deus, para a vida eterna. Sejamos construtores de pontes e não de muros e de abismos de isolamento. O homem existe para o outro homem. No âmago de nossa natureza, como homens, está a ânsia de integração. Há no coração do homem uma faceta infantil e inocente que sempre fica profundamente magoada quando somos excluídos de um relacionamento ou de uma convivência. Ninguém foi criado para o isolamento. Quando ficamos isolados, estamos propensos a ser prejudicados. Sempre que há distância, há anseio. Se a distância suscita o anseio, a proximidade cria a integração. Podemos possuir tudo que o mundo tem a oferecer em termos de status, de realização profissional, de bens materiais, de cargos sociais importantes e assim por diante, no entanto, sem nos sentirmos integrados, tudo isso parece vazio e inútil.

 

Para Refletir:

“Onde é que Te encontrei para poder conhecer-Te (Senhor)? Não estavas na minha memória antes de eu Te conhecer. Onde, então, Te encontrei, para conhecer-Te, senão em Ti mesmo, acima de mim?

Eis que habitavas dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora! Tu me chamaste, e Teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e Tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por Ti. Eu Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de Tua paz”.

Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-Te ou louvar-Te... Quem O procura O encontra, e, tendo-O encontrado, O louvará.  (Santo Agostinho. Confissões, X,26-27; I,1).

Choramos por causa de alegria profunda como choramos por causa de uma tristeza profunda. O choro é a única linguagem capaz de expressar tudo que sentimos profundamente em lagrimas que nenhuma outra língua capaz de expressar.

O que nos frustra e tira nossa alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida. Nossa alma não está sedenta de poder, de fama, de popularidade, de conforto, de propriedades e assim por diante. Nossa alma tem fome do significado da vida, ou de aprendermos a viver de tal modo que nossa existência ou nossa passagem neste mundo tenha importância ou significado capaz de modificar ou de melhorar o mundo, pelo menos, ao nosso redor.


E Deus nos chama pelo nome: “Eu te chamo pelo nome, és meu”, disse Deus para cada um de nós (Is 43,1). “Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas”, acrescentou Deus (Is 49,16). 


 

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