MEDITANDO O EVANGELHO DE:

26.05.2015-A resposta de Jesus diante da pergunta de Pedro é esperançosa e misteriosa, ao mesmo tempo: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida e, no mundo futuro, a vida eterna”. Não se trata de quantidades aritméticas (cem vezes). A resposta se refere à nova família que se cria em torno de Jesus: deixamos um irmão e encontramos cem irmãos (irmãs). O laço desta nova família está na prática da vontade de Deus que consiste na prática do bem e na vivência do amor fraterno: “Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3,35)

 

25.05.2015- O homem rico, pelo seu apego à riqueza, não aceita o convite de Jesus. Seu amor aos outros é relativo, não chega ao nível necessário para um cristão. Não está disposto a trabalhar por uma mudança social, por uma sociedade justa; a antiga lhe basta. Prefere o dinheiro ao bem do homem.Jesus pede a todos os seus seguidores que tenham o desprendimento que sabe se conformar com o necessário e compartilhar com os outros o que se tem, sem entesourar nem incorrer na idolatria do dinheiro como bem supremo, pois tudo será deixado neste mundo. Um dia seremos obrigados a largar tudo quando chegar nosso momento para partir deste mundo. De fato, temos apenas o usufruto das coisas criadas por Deus para nossa felicidade neste mundo e não para possuí-las.


23.05.2014-Seguir Jesus é viver aquilo que Ele viveu e fazer aquilo que ele fez. Ele fez tudo com amor e por amor para que todos pudessem conviver na paz e na fraternidade e alcançar a salvação. Isto é a evangelização. O cristão não pode perder nenhum tempo para não enterrar nenhuma oportunidade. Quem não valorizar o tempo, vai enterrar muitas oportunidades na vida.  É preciso seguir a Jesus em todas as circunstâncias de nossa vida. É preciso amar e servir. O amor e o serviço são inseparáveis no seguimento. É necessário servir com amor e amar através do serviço.

22.05.2015-O amor é o fundamento de toda pastoral. Por isso, Jesus não pergunta a Pedro se ele superou sua crise, se foi submetido a uma terapia psicológica para recuperar a auto-estima, se fez algum curso de liderança, se sabe manejar situações de conflito, se domina as dinâmicas de animação comunitária, se domina as técnicas pastorais, e sim Jesus o confronta com o fundamento de todo seguimento e de todo cuidado pastoral: o amor a Jesus e a sua comunidade, a decisão de entregar a própria vida para que os outros tenham vida (cf. Jo 10,10). Quem ama de verdade não compactua com a maldade, com a injustiça, etc., porque amor é responsabilidade. Todas as injustiças são conseqüências da falta de amor.

21.05.2015-O centro da oração de Jesus é a súplica pela unidade dos discípulos. E tem seu princípio e modelo na união entre o Pai e o Filho e tem seu objetivo e finalidade: dar testemunho de Jesus e ajudar a crer. A comunidade somente pode alcançar a unidade se ela permanecer na união com Jesus. Quem não está unido a Cristo, cria divisão dentro de si próprio e entre as pessoas. A unidade da comunidade é condição prévia para a união com o Pai e Jesus. Conseqüentemente, a unidade dos cristãos é o sinal vivo da unidade de Cristo com seu Pai. “As diferenças entre as pessoas e as comunidades por vezes são incômodas, mas o Espírito Santo, que suscita esta diversidade, de tudo pode tirar algo de bom e transformá-lo em dinamismo evangelizador que atua por atração. A diversidade deve ser sempre conciliada com a ajuda do Espírito Santo; só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Ao invés, quando somos nós que pretendemos a diversidade e nos fechamos em nossos particularismos, em nossos exclusivismos, provocamos a divisão; e, por outro lado, quando somos nós que queremos construir a unidade com os nossos planos humanos, acabamos por impor a uniformidade, a homologação. Isto não ajuda a missão da Igreja” (Papa Francisco: Carta Encíclica Evangelii Gaudium n.131).

20.05.2015 -Quando Cristo pede ao Pai que consagre seus discípulos na verdade, ele quer dizer com isto que sejam santificados no plano da realidade absoluta, que a vida dos discípulos seja governada no amor e por amor, pois o verdadeiro amor é a realidade divina (1Jo 4,8.16). Para são João os discípulos devem alcançar o mesmo nível da santidade de Deus, já que são colocados por Cristo no mesmo plano de Deus (veja também Mt 5,48); são filhos de adoção eleitos pelo Pai e dados por ele ao Filho. Esta consagração na verdade, este acesso à santidade do Pai deve proporcionar-lhes a plenitude da alegria, a mesma alegria de Cristo: “Agora vou para junto de Ti. Entretanto, continuo a dizer estas coisas neste mundo, para que eles possuam toda a minha alegria” (Jo 17,13).

19.05.2015-Jesus, que está para voltar ao Pai (morte), reza pelos seus que estão ainda no mundo para que também realizem o desígnio do Pai: “Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”. Nesta oração, Jesus, o Intercessor divino junto ao Pai e a comunidade cristã se entrelaçam como uma unidade espiritual.Na sua oração que concluiu seu discurso, Jesus interpreta sua morte como um passo para a vida, como um momento de glorificação, e seu aparente fracasso é considerado como o verdadeiro êxito. Jesus manifesta em sua oração uma confiança inquebrantável no Pai e um amor entranhável para seus discípulos, e uma esperança que sabe se sobrepor, e ninguém pode dominá-Lo. Jesus é livre e libertador. Somente quem é livre pode libertar os outros. Quem foge é porque não está livre.

18.05.2015 Diante deste conhecimento revelador de Jesus, todas as perguntas dos discípulos se tornam supérfluos: “Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. A clareza da revelação de Jesus é de tal ordem que responde às derradeiras perguntas do homem sobre Deus e sobre o próprio homem. Quem se aproximar desta revelação, quem se aproximar de Jesus e permanecer com Ele, todas as suas perguntas encontrarão suas respostas (cf. Jo 1,45; 4,29-30). Além disso, quem se aproximar de Jesus, acabará se conhecendo melhor. Somente saberemos que somos nós quando contemplarmos quem é Deus. A fé estabelece nosso relacionamento com Jesus e possibilita nosso conhecimento sobre Deus e sobre o homem, em geral, e sobre nós mesmo, em particular. O conhecimento de Deus e o conhecimento dos homens estão intimamente ligados entre si. Quem está em profunda comunhão com Deus, está também tão próximo dos homens para ajudá-los. Quem encontra Deus acaba encontrando os homens objeto do amor salvador de Deus

16.05.2015-Jesus quer que os discípulos façam seus pedidos em seu nome. A expressão “pedir em meu nome” significa pedir na fé em Jesus; significa suplicar ao Pai enquanto discípulo de Jesus mediante a fé que o reconheceu como Filho do Pai. Aqui a oração se torna uma participação no diálogo divino onde a conversa é desprovida de qualquer pretensão, pois a oração é o momento de participação no diálogo divino isto é, no diálogo entre o Filho e o Pai. Para o evangelista João aqui está o sentido da verdadeira oração. Na participação desse diálogo a vontade suprema de Deus ocupa o lugar importante na oração.

15.05.2015-E a Palavra de Deus veio certamente para despertar essa força misteriosa que temos dentro de nós para superar as nossas “paralisias”.Jesus anuncia para os discípulos sua morte iminente como uma partida para o Pai (Jo 16,5). Conseqüentemente, os discípulos ficarão tristes por causa da ausência física de Jesus. Mas Jesus afirma que a tristeza dos discípulos é apenas uma passagem. Ele evoca a imagem de uma mulher parturiente: “A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo”. Na Bíblia as dores do parto caracterizam um “castigo” terrível (Gn 3,16; Jr 4,31; 6,24; 13,21). No entanto, são as únicas dores que têm um sentido porque trazem uma nova vida ao mundo. Para os discípulos os sofrimentos são de caráter passageiro, pois sofrem em nome de Jesus que é a vida de suas vidas (Jo 14,6; 11,25), como uma mãe parturiente que sofre em nome de uma vida que está para vir ao mundo. Trata-se, paradoxalmente, de um sofrimento que tem sabor de alegria ou uma dor fecunda.

13.05.2015-O Espírito da Verdade é o dom de Deus. É preciso que estejamos abertos diante dele e precisamos pedir sua presença na nossa vida diária para entender o sentido da vida e seus acontecimentos. Pedimos ao Senhor que o nosso espírito seja guiado e que jamais nos consideremos como satisfeitos definitivamente, conhecedores de tudo, orgulhosos de nossos conhecimentos doutrinais, pois há verdade e atitudes que não foi ainda descoberto seu sentido. Que o Senhor nos conduza à verdade completa dando-nos Sua santa paciência e Sua pedagogia.

O Espírito da Verdade será o guia para os discípulos ou para os cristãos. Ele não transmitirá uma doutrina nova e sim explicará e aplicará a mensagem e fará descobrir o sentido da mensagem de Jesus que até então oculto. Além disso, o Espírito da Verdade vai interpretando a história como dialética entre o “mundo” e o projeto de Deus. Isso significa que os discípulos/cristãos, em sua atividade, devem ficar atentos, por um lado, à vida e à história e por outro lado, devem estar atentos à voz do Espírito que interpreta. Jamais os cristãos poderão interpretar e encontrar o significado da história e dos acontecimentos diários sem a inspiração do Espírito da Verdade. Consequentemente, todos os cristãos, para viver com sentido, devem estar em sintonia com o Espírito da Verdade permanentemente.

 

12.05.2015-Os discípulos continuam sem compreender a morte como ida ao Pai. Também não pedem explicações a Jesus a respeito. Eles se sentem tristes ao pensar na separação que eles interpretam como desamparo (Jo 14,18). Para eles sem Jesus, na sua presença física, eles se tornam indefesos no mundo e diante do mundo.Para Jesus a presença e a ajuda do Espírito farão muito melhor para os discípulos do que sua presença física, pois Jesus, na sua presença física, não pode estar com os discípulos em qualquer lugar. Além disso, enquanto se apoiarem na presença física de Jesus, os discípulos não aprenderão a tomar sua plena responsabilidade nem terão a autonomia em cumprir sua missão como discípulos. É preciso aprender a andar com as próprias pernas para saber até onde elas têm capacidade de andar, e aprender a pensar com os próprios pensamentos para saber até onde tem que pedir a ajuda. Mas, ao mesmo tempo, é indispensável se deixar impulsionar pelo Espírito, pois somente o Espírito de Deus pode transformar qualquer um em nova criatura. A ausência física de Jesus possibilita aos discípulos a atuarem por si mesmos sob o impulso do Espírito. A ausência física de Jesus faz os discípulos crescerem na maturidade no seu seguimento. Por isso, Jesus disse aos discípulos: “É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei”. Com a presença do Espírito Defensor, a ausência de Jesus se transforma em uma presença eficaz

11.05.2015-É missão do Espírito Santo, então, revelar aos Apóstolos toda a verdade sobre Cristo, sobre suas obras, sua vida e sua morte, e fortalecê-los para que sejam capazes de dar testemunho. Ser testemunha é confessar com as conseqüências, expor-se, arriscar-se, encarar. É provar aquilo que se acredita até com o próprio sangue. É ser mártir.  “Testemunho” aparece no Novo Testamento com o sentido de “mártir”. Dar a vida é o grande testemunho; é confessar com sangue a Verdade. Não somente a morte por Cristo, mas também a vida cristã vivida com todas as suas conseqüências tem um valor de “martírio” e por isso, de testemunho.

09.05.2015-Os cristãos devem lutar incansavelmente por superar, em sua própria pessoa e na comunidade, a mentalidade que o mundo lhes impõe. A vida de um cristão é uma luta permanente contra o mal. Qualquer cristão verdadeiro sofrerá por manter sua opção pelos valores do Reino tais como amor, justiça, honestidade, verdade, igualdade, fraternidade e assim por diante.O que o cristão deve continuar a fazer é testemunhar o amor fraterno. O amor fraterno é o selo de autenticidade de cada cristão (cf. Jo 13,35). Somente o amor vivido na fraternidade salva, pois “Deus é Amor” (1Jo 4, 8.16).O perigo que temos é a assimilação insensível da hierarquia de valores do mundo em vez da hierarquia de valores que Jesus Cristo ensinou. Por isso, há perseguição contra a Igreja que é fruto da incoerência da própria Igreja com seus próprios ensinamentos éticos e morais recebidos de Jesus Cristo. Se a Igreja estiver de mãos dadas com o mundo é porque a Igreja deixa de viver de acordo com sua função profética de anunciar e de denunciar. Neste sentido, a Igreja é perseguida porque não está vivendo os valores cristãos que ela própria prega. Este tipo de perseguição serve para que a Igreja volte a ser como antes: uma comunidade cristã que vive os valores éticos e morais antes de pregá-los

08.05.2015-Jesus se põe a si mesmo como modelo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). De que maneira Jesus nos amou? O amor de Jesus é gratuito, generoso, universal, incondicional e sem limites: “Jesus amou os seus, e os amou até o fim” (Jo 13,1). Jesus amou ao longo dos dias e dos anos; amou até a morte e além da morte. Sem limites: até dar tudo, gastar tudo, despojar-se de tudo. O amor de Deus não se deixa condicionar (cf. Jo 3,16), e nem sequer impor limites pelos maus comportamentos do homem: “Deus faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”, diz Jesus no Sermão da Montanha (Mt 5,45).   Ele se entregou pelos demais ao longo de sua vida até o extremo: a morte na cruz: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos” (Jo 15,13). É o amor concreto. É amar não com palavras apenas, e sim com obras, com a compreensão, com a ajuda oportuna, com a palavra amável, com a tolerância, com a doação gratuita de si mesmo, com o perdão (cf. Lc 23,34). O amor autêntico exige sempre o sacrifício e o total esquecimento de si. É amar por amor. São Bernardo afirma: “O amor basta por si só e por causa de si. Seu prêmio e seu mérito se identificam com ele mesmo. O amor não requer outro motivo fora de si mesmo. Amo porque amo; amo para amar”. Se assim é, podemos dizer que você vive não quando respira, mas quando ama. Do ponto de vista cristão a capacidade de viver o amor fraterno é o critério da maturidade cristã.

07.05.2015“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei”. É maravilhoso o que Jesus nos diz hoje. Há alguém que me ama com o amor divino: Jesus Cristo. O amor com que Jesus me ama é o mesmo amor com que Ele é amado pelo Pai. Diante de Deus sou amado e sou amado eternamente, porque Aquele que me ama é eterno: “Eu te amei com amor eterno, por isso, conservei para ti o amor”, diz Deus através do profeta Jeremias (Jr 31,3). Posso estar rodeado pelas dificuldades ou problemas, mas eu sei que há alguém que me ama. A certeza desse amor eterno por mim me dá força para lutar e para melhorar minha vida. A certeza desse amor eterno me dá serenidade em tudo. De fato, eu não estou sozinho na minha luta de cada dia, pois há alguém que me ama: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei”. Na minha oração só posso dizer a Jesus: “Obrigado, Senhor Jesus, porque me ama eternamente”

 

06.05.2015-Os ramos não têm vida própria e não podem produzir frutos por si próprios; necessitam da seiva do tronco. Para que não nos tornemos “ramos” secos, temos que ter coragem de cortar o que não presta em nossa vida. não tenha medo de eliminar uma dor pequena em função de retirada da dor maior. Não deixemos nenhuma coisa negativa crescer em nós, pois um dia tudo isso achamos que seja normal. Deixemos somente o bem crescer em nós para que sejamos o bem para os outros. Não podemos viver no comodismo em nome do prazer que nos esmaga e oprime. Vivamos na sinceridade, na retidão, na bondade, na verdade, no amor, na caridade e assim por diante. Somos não pelos bens que possuímos, nem pelo cargo que ocupamos nem pelo poder que temos e sim pelos valores que vivemos. Para isso, precisamos podar o que não é o bem nem faz bem para nossa vida e a vida das pessoas ao nosso redor. A poda é uma atividade positiva: elimina fatores de morte, fazendo que o cristão seja cada vez mais autêntico, mais livre, tenha capacidade maior de entrega e aumente sua eficácia. É um corte purificador, produtivo e libertador.

05.05.2015-Quando o homem esquece o seu destino eterno, e o horizonte de sua vida se limita à existência terrena, contenta-se com uma paz fictícia, com uma tranqüilidade exterior. Jesus qualifica este tipo de paz como a paz que o mundo dá. Recuperar a paz perdida é uma das melhores manifestações de nossa caridade para com os que estão à nossa volta. Onde houver amor também haverá a paz. Com efeito, a verdadeira paz é o fruto do amor a Deus e ao próximo.Deus em quem acreditamos é um Deus da paz; não quer a desordem, a rebelião ou tumulto. Deus está pela ordem como estada normal das coisas, e esta ordem equivale à paz. É o mesmo Deus que na cena da criação põe ordem no caos inicial (Gn 1,1ss), dando a entender que “criar” é em primeiro término ordenar o caos inicial, separando o céu da terra etc. para evitar a confusão. A paz, entendido neste sentido, se apresenta como estado normal das coisas onde cada uma ocupa seu devido lugar. Quando cada elemento ocupar seu próprio lugar haverá a ordem e conseqüentemente haverá a paz. “A paz é a tranqüilidade da ordem”, dizia Santo Agostinho.

04.05.2015-Deus faz sua morada em nós em virtude de uma dupla exigência: guardar sua palavra e amá-lo de verdade no próximo (amor fraterno). Deus está presente em cada um de nós na medida em que ama o próximo. A morada de Deus, a casa de Deus, sua residência já não é um templo, Deus não mora na parede das igrejas, e sim que sou eu mesmo morada de Deus na medida em que vivencio o amor fraterno, na medida em que sou fiel à palavra de Jesus. Em outras palavras, o amor cria comunhão e comunidade tanto no nível humano como no nível divino. Com efeito, sem o amor não haveria nenhuma comunhão com os outros e conseqüentemente com Deus, pois “Deus é amor” (1Jo 4,8.16).

03.05.2015-Quando Jesus se autoproclama como a “verdadeira videira”, porque existe outra videira falsa. Quem é que representa essa videira falsa? (mais adiante falaremos). A verdadeira videira é a imagem que evoca vida, seiva, fruto abundante ou ramos cheios de frutos de qualidade. Para entender esta autoproclamação de Jesus, como a verdadeira videira, devemos ter na nossa mente alguns textos do AT que contém a contraposição à afirmação de Jesus.Para qualquer judeu da Palestina, a videira é muito familiar, pois ela é um dos pilares econômicos do país. Ela é sinônimo de paz e felicidade. No livro dos Cânticos, a vinha pode designar a esposa (cf. Ct 1,14;2,15;6,11;7,9.13;8,12). Mas sobretudo, é símbolo da comunidade.  A vinha é uma imagem do povo de Israel em relação ao Deus da Aliança. Alguns textos vão comprovar esta afirmação.

02.05.2015-Jesus era um homem de Nazaré de carne e de osso, que pisava o solo de Palestina, um homem que tinha amigos, relacionamentos humanos, que comia e bebia com seus amigos, que tinha cansaço, fome e sede. Mas era um homem equilibrado por excelência. Era um homem humilde (Mt 11,29). Era um homem sem ambição nem orgulho, pois toda vez que a multidão queria torná-lo rei, ele se afastava para estar em contato com o Pai no silencio e na oração prolongada (cf. Jo 6,15). Era um homem que se rebaixava diante de seus amigos para lavar-lhes seus pés (cf. Jo 13,1-20). Mas esse homem é, ao mesmo tempo, estava em comunhão plena com Deus, se identificava com Deus, que fazia tudo conforme a vontade de Deus: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”. Jesus era um homem cheio de Deus. As suas amizades com outras pessoas não atrapalhavam sua comunhão plena com Deus. Ao contrário, era tão profunda sua comunhão com Deus a ponto de ter sido tão profunda também sua amizade com o homem (cf. Jo 15,15). Por ter sido o homem de Deus, Jesus era um homem do povo e para o povo.

01.05.2015-A ausência desta fé suscita a angústia e o pavor. Quando confiarmos apenas nas nossas forças, quando contarmos apenas com as nossas capacidades, com aquilo que possuímos ou somente com as relações que mantemos com as pessoas com as quais estamos ligados, mais cedo ou mais tarde ficaremos desiludidos. A confiança total em Deus nascida da nossa fé na Sua Palavra é a única resposta adequada ao Seu insondável amor por nós.“Para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. O caminho para o Pai é a prática do amor fraterno. Jesus é o Filho, mas os que o seguem serão também filhos, irmãos de Jesus. Para isso, os que seguem a Jesus precisam praticar o amor fraterno para fazer parte da família de Deus.

30.04.2015-Através do gesto do Lava-pés Jesus nos ensina a convertermos o amor fraterno em serviço pela salvação daqueles que o Senhor ama. O amor fraterno, com efeito, não é somente uma lei ou mandamento e sim uma maneira de atuar de cada cristão pela qual todos serão reconhecidos como seguidores de Cristo (cf. Jo 13,35). É o amor que faz o homem livre. O amor é que faz o homem salvo. É o amor que faz alguém crescer saudavelmente. O amor é que dá segurança e não as armas. O amor é que faz o homem irmão do outro. O amor é que faz uma comunidade de irmãos. É o amor que nos leva ao céu. O amor fraterno é uma maneira de atuar dos cristãos  e dos que têm boa vontade (cf. Mt 25,37-40). O amor e o serviço estão sempre unidos. Quem ama, serve e quem serve é porque ama. Cristão que não serve por amor não serve como cristão

29.04.2015-Jesus é a Luz que Deus colocou na história da humanidade em geral, e na história de cada um de nós em particular. A Luz do Ressuscitado permite cada um de nós detectar os empecilhos que o egoísmo coloca em seu caminho para desviá-lo do amor e da justiça. A luz de Cristo em cada um de nós denuncia as artimanhas do mal que destrói a vida dos outros. Viver na Luz de Cristo faz cada um de nós viver na transparência e não na aparência, pois a luz de Cristo penetra no nosso ser e tudo se torna transparente e capaz de iluminar as pessoas ao redor. A Luz de Cristo ilumina nossa mente mesmo que nos encontremos no meio das dificuldades, pois tudo será iluminado. A Luz de Cristo em nós faz com que captemos com facilidade as necessidades dos outros. A mente escura só faz confusão. A mente iluminada traz a serenidade e causa uma reflexão mais profunda. A mente iluminada pela Palavra de Deus aponta e indica o caminho de solução para qualquer dificuldade. Uma pessoa iluminada pela Palavra de Deus ilumina qualquer um com sua palavra.

28.04.2015-“Minhas ovelhas escutam a minha voz”. Esta é nossa tarefa essencial e permanente. Devemos fechar nossos ouvidos a outras vozes, a outras mensagens para tê-los abertos à Palavra do Senhor, pois só Ele tem palavras de vida eterna (cf. Jo 6,68), somente Ele é a verdade (Jo 14,6), somente Ele é a Luz (Jo 8,12).A “voz” de Jesus Cristo ressoa toda vez que alguém viver e anunciar a nova humanidade onde todos se sentem irmãos; toda vez que alguém pregar e dar testemunho da justiça, da liberdade, da verdade, do amor, da paz, da fraternidade universal; toda vez que alguém nos fizer descobrir o verdadeiro sentido da vida. Seguidor de Cristo é aquele que reconhece sua voz nos profetas de hoje.

27.04.2015-Quando Jesus declara que é a porta das ovelhas, evidentemente esta expressão tem significado funcional enquanto indica a missão salvífica de Cristo, a mediação universal para a vida e para a revelação divina. Jesus, ao proclamar-se a porta das ovelhas, apresenta-se como o lugar no qual encontra a vida e a salvação. Em Jo 10,9 Jesus esclarece que para sermos salvos e termos a vida em abundância devemos passar pela porta, que é a sua pessoa divina; o escopo da sua vinda ao mundo é o dom da vida e salvação plena (v.10). “Eu sou a porta”, Jesus está nos dizendo que somente por ele entramos na cidade de Deus, e somente nele encontramos o abrigo, a segurança e a proteção (cf. Mt 11,28). Ele nos acolhe cada vez que recorrermos a ele: “... quem vem a mim eu não o rejeitarei” (Jo 6,37).Mas não podemos ficar presos neste sentimento de segurança e de consolo. Temos que nos esforçar para que possamos conhecer o Senhor Jesus e seus caminhos, pois este conhecimento nos leva ao autoconhecimento. Ao conhecer o Senhor e seus caminhos, nós saberemos quem somos nós e quais são caminhos pelos quais temos que passar e seguir. Para conhecer Jesus e seus caminhos nós, como bons rebanhos, precisamos estar sempre com ele: através da oração sem cessar e da meditação da Palavra de Deus para captarmos melhor os sinais da presença de Deus na nossa vida e ao nosso redor.

24.04.2015-A consagração do cristão a Cristo “Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim”. Jesus consagrou sua vida ao Pai, viveu totalmente para Ele para viver totalmente para os homens. Por sua vez, ele nos pede para que vivamos para Ele a fim de alcançar a comunhão plena com o Pai na comunhão com os irmãos.Por isso, comungar o Corpo e Sangue do Senhor não é uma coisa mágica, automática. É um compromisso sério para viver a vida como Cristo a viveu: Viveu somente para o bem. Ensinou somente para indicar o caminho para o bem e para alcançá-lo. Usou até palavras duras como “hipócrita”, “vida como um túmulo: belo por fora, podre por dentro” para dizer-nos que vale a pena largar outros interesses em função do bem e da verdade.A vida de Cristo é a vida de Deus, pois Cristo vive pelo Pai, e quem comungar o Corpo e o Sangue de Cristo viverá por Cristo. Trata-se de uma vida que se doa, que se sacrifica, que se presenteia. Como Cristo, o cristão deve viver para os outros, para os favoritos de Deus: os pobres, os pequenos, os sofredores e assim por diante. Quem vive em Cristo o egoísmo é superado totalmente P. Vitus G

 


 

História

 

DADOS SOBRE AS  ORIGENS DA PARÓQUIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO

 

Localização

O território pertenceu  à  fazenda do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório, em 1823. Em 9  de maio de 1856, foi comprado pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar que se casou com a Marquesa de Santos, falecida em 1867. Em 1917, foi comprada em parte pela Companhia Armour do Brasil.

Até o fim da década de 1940, a região do Parque São Domingos era usada como pastagem para o gado que deveria ser abatido no Frigorífico Armour, passando por baixo da vi Anhanguera, pelo “buraco do boi”, que hoje está prestes a ser eliminado.

Passou, depois,  para a Novo Mundo Investimentos Ltda que  se transformou na Comercial e Imobiliária Novo Mundo Ltda  (rua João Brícola, 39)

 

O terreno em que está construída da igreja de São Domingos Sávio foi doado pela Novo Mundo Investimentos Ltda, com a condição de que  logo se construísse  uma igreja. Havia, para isso, um prazo limite. Não podia ser uma capelinha. Tinha que ser uma igreja.

 

Em 3 de fevereiro de ‘1957 foi colocado um cruzeiro no terreno, quando os clérigos salesianos do Instituto Pio XI já faziam “oratório festivo” com a criançada da vizinhança.

O cruzeiro foi doado por Ermano Marchetti, político muito conhecido na região.

Foi construído um palanque coberto onde ficou o altar. Uma procissão saiu da igreja dos Remédios e chegou, a pé, até o Parque São Domingos para a missa e inauguração do cruzeiro. Na procissão vinham Filhas de Maria, Congregados Marianos, crianças da Cruzada Eucarística e muitos outros paroquianos dos Remédios. Chovia e ventava naquele dia. Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo auxiliar, presidiu a cerimônia e encabeçou uma coleta com a importância de dez mil na moeda então circulante. Seguindo o exemplo do bispo, oura pessoa chamada Cid Valente, ofertou ainda mais cinco mil e todo o povo contribuiu dentro de suas possibilidades.

 

Como o prazo estipulado para a confirmação da doação do terreno esta quase se esgotando (faltavam só dois anos) foi formada uma comissão de moradores para a construção da igreja. Entre outras pessoas, compunham a comissão:  Luiz Piccoli, Galdino Alves, Osório Lima, João Carpi, Carlos Davi, o juiz de paz de Pirituba sr. Leônidas, Geraldo Ratis.

Sobressaíam ainda nos esforços pela construção Ana Rodel Alves, Penha Ratis, Paula Piccoli...

Faziam-se leilões de prendas doadas, nas casas onde os moradores se reuniam para rezar o terço. Com os leilões, era conseguido algum dinheiro para a compra de material de construção.

 

Conta-se que foi decidido pela comissão apenas o tamanho da igreja (atual salão paroquial) sem determinar onde seria a porta principal.  Mesmo assim, começaram as escavações para os alicerces da igreja. Com os alicerces em andamento, ficou garantida a posse do terreno.

 

 

   

 

 

Inicialmente, o pensamento era de a igreja ser dedicada aos Santos Anjos mas com a presença dos salesianos e a recente canonização de Domingos Sávio, a igreja passou a ser de São Domingos Sávio.

 

Já em 1959, uma primeira turma de crianças estava pronta para fazer a Primeira Comunhão ma como não havia boas  condições  no Parque, a festa foi feita na igreja da Lapa.

 

Levantadas as paredes e feito o telhado, veio a surpresa: em 21 de abril de 1960 foi criada a Paróquia de São Domingos Sávio.

 

Somente em 6 de outubro de 1961 houve a posse do primeiro párooco: Monsenhor Rafael Arcanjo Coelho que era da Arquidiocese de Mariana, MG, mas que estava em São Paulo desenvolvendo atividades relacionadas, inclusive, a atendimentos aos afro-descendentes.

 

Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, organizou o Apostolado da Oração e difundiu a devoção das “Nove Primeiras Sextas-Feiras”. Logo foi chamado de volta para sua diocese e a Paróquia ficou sem pároco por quase três anos.

 

 

Eram os Cônegos Lateranenses da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios que geralmente atendiam os moradores do Parque, principalmente os padres Domingos, Guerino e José.

 

Em 26 de fevereiro de 1966, a paróquia foi entregue aos Religiosos de São Vicente de Paulo, congregação funda em Paris por Jean Leon  Le Prevost.  Assumiu, então a paróquia o padre Gabriel Fortier, vindo do Canadá como missionário.   Aqui ele permaneceu até ser chamado para ficar à frente da Região Episcopal Oeste 1, com sede na Lapa, por ocasião da enfermidade que acometeu Dom José Thurler, bispo auxiliar.

 

 

Padre Gabriel Fortier empenhou-se  em colocar em prática as decisões do Concílio Vaticano II.  Estava sempre presente em todas as reivindicações dos moradores do Parque.

Participava   das  reuniões onde se discutiam as maneiras mais rápidas para se conseguir linha de ônibus,   eletricidade para as casas e ruas,  recuperação das ruas que apenas tinham sido  abertas nas muitas movimentações de terra e que as águas das chuvas  as  tornavam  impraticáveis.

 

informações pesquizadas pelo Prof.Leôncio

 

Galeria de Vídeos
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AVISOS PAROQUIAIS

 

Você jovem que já recebeu o sacramento do Crisma venha participar do Grupo de Jovens.

A pastoral dos Corinhas está com inscrições abertas, quem estiver interessado procurar a secretaria.

Senhores dizimitas por gentileza retirem o formulário para recadastramento na mesa do dízimo e o seu calendário 2015.

0 projeto Beija-flor necessita de voluntários para acompanhar crianças com dificuldade escolar.

Venham participar da nossa Catequese de Adultos, todas as Terças Feiras ás 20h00.

Pedimos a gentileza de trazer sua nota fiscal paulista sem o CPF, para ajudar a Casa de Guadalupe.

O Reino de Deus é precisamente a máxima realização dos ideais humanos de fraternidade, de solidariedade, de comunhão, de igualdade e de justiça. E precisamente no comer comunitário ou na festa comunitária se vivem os sinais que mostram como possível ou realizável o Reino de Deus entre os seres humanos. Para isso, há que ter uma disponibilidade generosa e a aspiração de construir algo maior do que os pequenos negócios e trabalhos particulares ou individuais.

10 RAZÕES PARA TORNAR-SE UM DIZIMISTA:

1 - Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)

2 - Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)

3 - Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)

4 - Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)

5 - Porque sou filho de Deus, n‘Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)

6 - Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)

7 - Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)

8 - Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)

9 - Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)

10 - Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

O espaço totalmente ocupado pelo bem, o mal não tem vez. Quem se mantiver assim até o fim, seu nome estará escrito no céu

 

O CRISTÃO DEVE ESFORÇAR-SE PARA SER MELHOR EM TUDO

Para Refletir

1.“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Papa Bento XVI: Carta Encíclica Deus Caritas Est no.10).

2. A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência (idem no. 25ª).

P.Vitus Gustama,svd

FE..“Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Diante da pergunta sobre o porquê da incapacidade dos discípulos em curar o menino, Jesus deu-lhes uma grande lição sobre a importância da fé: 

Com suas palavras, Jesus sublinha, sobretudo, a necessidade da fé para poder vencer o mal.

A fé é onipotente porque nos une ao Onipotente. A fé é o ponto de apoio em Deus. A fé nos dá um poder incrível, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como podemos verificar na vida de tantos homens e mulheres ao longo da história da Igreja. A fé nos permite rezar de modo eficaz. Segundo Jesus, a verdadeira fé faz desaparecer qualquer impossibilidade, faz qualquer um caminhar na vida com serenidade e paz, com alegria profunda como uma criança nas mãos de sua mãe. A verdadeira fé liberta qualquer um do desapego de todas as coisas. Além disso, é importante para nossa vida comunitária ter em conta que a fé em Deus nos abre muitas possibilidades e qualidades que estão escondidas e adormecidas. Ao assumir pessoalmente a fé, começaremos a ser conscientes de nossas grandes reservas humanas, as quais devem ser postas para o serviço aos demais.

A PONTE ENTRE DEUS E OS NOMES

Se os homens criam muros e abismos de separação entre si, Jesus cria pontes entre os homens e Deus para que os homens tenham um livre acesso para chegar até Deus, para a vida eterna. Sejamos construtores de pontes e não de muros e de abismos de isolamento. O homem existe para o outro homem. No âmago de nossa natureza, como homens, está a ânsia de integração. Há no coração do homem uma faceta infantil e inocente que sempre fica profundamente magoada quando somos excluídos de um relacionamento ou de uma convivência. Ninguém foi criado para o isolamento. Quando ficamos isolados, estamos propensos a ser prejudicados. Sempre que há distância, há anseio. Se a distância suscita o anseio, a proximidade cria a integração. Podemos possuir tudo que o mundo tem a oferecer em termos de status, de realização profissional, de bens materiais, de cargos sociais importantes e assim por diante, no entanto, sem nos sentirmos integrados, tudo isso parece vazio e inútil.

 

Para Refletir:

“Onde é que Te encontrei para poder conhecer-Te (Senhor)? Não estavas na minha memória antes de eu Te conhecer. Onde, então, Te encontrei, para conhecer-Te, senão em Ti mesmo, acima de mim?

Eis que habitavas dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora! Tu me chamaste, e Teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e Tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por Ti. Eu Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de Tua paz”.

Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-Te ou louvar-Te... Quem O procura O encontra, e, tendo-O encontrado, O louvará.  (Santo Agostinho. Confissões, X,26-27; I,1).

Choramos por causa de alegria profunda como choramos por causa de uma tristeza profunda. O choro é a única linguagem capaz de expressar tudo que sentimos profundamente em lagrimas que nenhuma outra língua capaz de expressar.

O que nos frustra e tira nossa alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida. Nossa alma não está sedenta de poder, de fama, de popularidade, de conforto, de propriedades e assim por diante. Nossa alma tem fome do significado da vida, ou de aprendermos a viver de tal modo que nossa existência ou nossa passagem neste mundo tenha importância ou significado capaz de modificar ou de melhorar o mundo, pelo menos, ao nosso redor.


E Deus nos chama pelo nome: “Eu te chamo pelo nome, és meu”, disse Deus para cada um de nós (Is 43,1). “Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas”, acrescentou Deus (Is 49,16). 


 

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