Vir trazer fogo à terra significa que a presença de Jesus tem a força de purificar o mundo da impureza, do egoísmo, da desigualdade, da discriminação,
MEDITANDO O EVANGELHO DE:

23.10.2014-Continuamos a ouvir atentamente para as ultimas e mais importantes lições de Jesus dadas durante seu caminho para Jerusalém (Lc 9,51-19,28). E estamos ainda dentro do tema sobre a vigilância. A opção por Jesus e seus ensinamentos provoca a separação, pois quem quiser estar com Jesus deve estar do lado do bem.

Jesus acendeu um fogo e nos convida a mantê-lo aceso; um fogo que deve queimar dentro da Igreja tantas coisas inúteis, tanto organismos estéreis e paralizantes, tantas palavras vazias, tantas falhas morais e éticas, e assim por diante. É preciso morrer o que é velho em nós para surgir o novo.

O que acontece quando esse fogo não fica aceso na Igreja e em cada um em particular? Quando é que esse fogo não fica aceso? Ele não fica aceso quando vivemos o cristianismo não como novidade original que nos renova permanentemente; quando vivemos sem nos opor às estruturas que criam na humanidade um estado de injustiça, de fome, da violação dos direitos humanos, de exploração dos pequenos e assim por diante. Não haverá esse fogo de Jesus quando tudo continua igual, quando os sacramentos não significam mais que um ato social que não nos levam para uma vida transformada. Não haverá o fogo de Jesus quando a instituição religiosa se contenta com repetir mecanicamente gestos ou ritos que os homens de hoje não entendem nem lhes interessam.

22.10.2014 -Portanto, segundo Jesus no evangelho de hoje, a vida dos cristãos deve ser caracterizada por duas atitudes principais: a vigilância e a responsabilidade, porque o cristão é uma pessoa voltada para o futuro do qual espera a salvação. Por isso, ele deve estar preparado em todos os momentos. O futuro de um cristão não é uma utopia anônima. O futuro de um cristão tem nome e um rosto preciso: Jesus Cristo, o Salvador.Fica a seguinte pergunta: Onde é que Deus não chegou ainda na minha vida? Porque Deus está onde eu O deixo entrar. Qual parte da minha vida que eu não deixo ainda que Deus entre?

21.10.2014- Um cristão não pode ser nem estar alienado. Ele deve estar em alerta constante, sempre pronto para a ação, e preparado para servir dia e noite. A salvação prometida, o futuro que ansiamos ou sonhamos, exige uma atitude de vigilância, uma esperança ativa que nos coloca no caminho de serviço. A principal atitude do cristão é ter uma disposição ininterrupta para o serviço. Fazer-se servo ou servidor é o caminho mostrado por Jesus na cena do lava-pés (cf. Jo 13,1-20). Fazer-se servo ou servidor é o único caminho para chegar à semelhança com Jesus e à igualdade com os demais. Somente a partir de baixo é que se pode mudar o mundo. Somente com o serviço se acaba com a escravidão e o desejo de domínio. O caminho de subida passa pelo caminho de descida. Para tornar-nos divinos precisamos ser muito humanos. A divinização passa pela humanização do ser humano. Por isso, servir para o cristão não é opcional, é lei constitutiva da vida cristã.

20.10.2014-A riqueza nenhuma tem poder de escravizar. O homem é que se faz escravo dos seus bens ou quem a utiliza para escravizar seus irmãos.O dinheiro é satânico quando o homem, ao servir-se dele, não tem outro horizonte. Mas o dinheiro é um bem quando o homem o utiliza para a felicidade dos demais.

Mesmo sendo rico, quando o homem partir deste mundo, ele não terá mais poder sobre suas riquezas. São os vivos que determinarão o uso da riqueza deixada.O homem é que se faz escravo dos seus bens,Mesmo sendo rico, quando o homem partir deste mundo, ele não terá mais poder sobre suas riquezas. 

Ser rico diante de Deus significa dar importância àquelas coisas que levaremos conosco na morte: as boas obras, a caridade praticada na verdade, a justiça e a honestidade que vivemos e assim por diante. 

É saber compartilhar com os outros nossos bens que é uma riqueza que vale a pena diante de Deus.

17.10.2014-O discípulo de Jesus, cada cristão, deve proceder sem duplicidade nem mentira. Se alguém contar uma mentira, ele será forçado a contar outras mentiras para apoiar a primeira. A conduta do discípulo deve ser sempre franca, mas sem grosseria, pois a franqueza ou sinceridade mal-empregada se transforma em grosseria; a verdade dita sem caridade pode ter resultado contrário. O cristão deve ser transparente como quem trabalha à luz do dia. Toda sua palavra, toda sua ação deve ser sempre um testemunho público e não para enganar. O discípulo de Jesus, cada cristão é o amigo de Jesus. De Jesus ele recebe confidências e coisas profundas sobre Deus: “Chamei-vos de amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” (Jo 15,15). Comigo Jesus não tem segredos. Comigo Jesus só fala da verdade, a verdade que liberta (cf. Jo 8,32). Como amigo de Jesus compartilharei também com ele até mesmo sua sorte: perseguição, morte, e ressurreição (cf. Jo 15,18-21; 16, 1-4; 1Jo 3,13).1

16.10.2014-Que falta que os profetas nos fazem! E o Evangelho insiste: os profetas foram perseguidos, acusados e derramaram seu sangue, foram assassinados (Lc 11,49). O mundo precisa verdadeiramente dos homens e das mulheres que profetizam, isto é, que anunciam o bem e denunciam o mal e tudo que é desumano. Em um lugar e em um tempo em que carece o transcendente, o divino; em um tempo onde tantos filhos de Deus, os inocentes estão maltratados e crucificados pela fome, pela exploração, pela injustiça, pela desesperança, em um lugar onde a verdade é silenciada e distorcida, somente as vozes proféticas podem dizer algo transparente, crível capaz de chegar até o coração de cada pessoa para transformá-lo em um coração sincero, em um coração de irmão. Se nos faltarem os profetas, o testemunho cristão será opaco, sua voz será inexpressiva, suas atividades serão infecundas e frustrantes. São Paulo nos adverte: “Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias. Discerni tudo e ficai com o que é bom. Guardai-vos de toda espécie de mal” (1Ts 5,19-22). Necessitamos de profetas dentro da própria Igreja e fora dela da mesma forma.

15.10.2014-No texto do evangelho lido neste dia Jesus volta a criticar os fariseus (e os escribas) porque invertem o valor das coisas. Pagar o dízimo faz parte da religiosidade do povo. É o que os fariseus fazem. Eles acham que com o pagamento do dízimo eles poderiam ficar tranqüilos diante de Deus (como se comprasse Deus com algo tão terreno). No entanto, os fariseus não se preocupam em amar a Deus verdadeiramente e em praticar a justiça para com o próximo. Conseqüentemente, o pagamento de dízimo carece de sentido e se torna um exibicionismo. Eles continuam a praticar a injustiça contra o próximo e a cultivar a vanglória. Deste jeito, eles vivem como hipócritas. “Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Estas coisas era preciso fazer, sem deixar de lado aquelas”, são palavras de Jesus com um tom profético que denuncia a injustiça e o desamor contra o próximo.

14.10.2014- A dignidade da pessoa humana não consiste em parecer bom, mas em ser bom. O verniz encobre o mal, mas não o suprime. O hipócrita não percebe que tudo que vem de fora não atinge o seu interior e que essa satisfação proveniente da aprovação dos outros é efêmera, superficial e inútil.

Se deixarmos crescer o medo de ser nós mesmos, acabaremos não sabendo quem nós somos. Nunca seremos autenticamente nós enquanto estivermos subordinados à opinião e às expectativas dos outros. A nossa riqueza consiste em que sejamos nós mesmos e não em que nos pareçamos com os outros ou com o que os outros esperam de nós. Os homens verdadeiros e autênticos podem ser aplaudidos ou condenados, amados ou odiados, mas sempre despertam nossa admiração.

 

História

 

DADOS SOBRE AS  ORIGENS DA PARÓQUIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO

 

Localização

O território pertenceu  à  fazenda do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório, em 1823. Em 9  de maio de 1856, foi comprado pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar que se casou com a Marquesa de Santos, falecida em 1867. Em 1917, foi comprada em parte pela Companhia Armour do Brasil.

Até o fim da década de 1940, a região do Parque São Domingos era usada como pastagem para o gado que deveria ser abatido no Frigorífico Armour, passando por baixo da vi Anhanguera, pelo “buraco do boi”, que hoje está prestes a ser eliminado.

Passou, depois,  para a Novo Mundo Investimentos Ltda que  se transformou na Comercial e Imobiliária Novo Mundo Ltda  (rua João Brícola, 39)

 

O terreno em que está construída da igreja de São Domingos Sávio foi doado pela Novo Mundo Investimentos Ltda, com a condição de que  logo se construísse  uma igreja. Havia, para isso, um prazo limite. Não podia ser uma capelinha. Tinha que ser uma igreja.

 

Em 3 de fevereiro de ‘1957 foi colocado um cruzeiro no terreno, quando os clérigos salesianos do Instituto Pio XI já faziam “oratório festivo” com a criançada da vizinhança.

O cruzeiro foi doado por Ermano Marchetti, político muito conhecido na região.

Foi construído um palanque coberto onde ficou o altar. Uma procissão saiu da igreja dos Remédios e chegou, a pé, até o Parque São Domingos para a missa e inauguração do cruzeiro. Na procissão vinham Filhas de Maria, Congregados Marianos, crianças da Cruzada Eucarística e muitos outros paroquianos dos Remédios. Chovia e ventava naquele dia. Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo auxiliar, presidiu a cerimônia e encabeçou uma coleta com a importância de dez mil na moeda então circulante. Seguindo o exemplo do bispo, oura pessoa chamada Cid Valente, ofertou ainda mais cinco mil e todo o povo contribuiu dentro de suas possibilidades.

 

Como o prazo estipulado para a confirmação da doação do terreno esta quase se esgotando (faltavam só dois anos) foi formada uma comissão de moradores para a construção da igreja. Entre outras pessoas, compunham a comissão:  Luiz Piccoli, Galdino Alves, Osório Lima, João Carpi, Carlos Davi, o juiz de paz de Pirituba sr. Leônidas, Geraldo Ratis.

Sobressaíam ainda nos esforços pela construção Ana Rodel Alves, Penha Ratis, Paula Piccoli...

Faziam-se leilões de prendas doadas, nas casas onde os moradores se reuniam para rezar o terço. Com os leilões, era conseguido algum dinheiro para a compra de material de construção.

 

Conta-se que foi decidido pela comissão apenas o tamanho da igreja (atual salão paroquial) sem determinar onde seria a porta principal.  Mesmo assim, começaram as escavações para os alicerces da igreja. Com os alicerces em andamento, ficou garantida a posse do terreno.

 

 

   

 

 

Inicialmente, o pensamento era de a igreja ser dedicada aos Santos Anjos mas com a presença dos salesianos e a recente canonização de Domingos Sávio, a igreja passou a ser de São Domingos Sávio.

 

Já em 1959, uma primeira turma de crianças estava pronta para fazer a Primeira Comunhão ma como não havia boas  condições  no Parque, a festa foi feita na igreja da Lapa.

 

Levantadas as paredes e feito o telhado, veio a surpresa: em 21 de abril de 1960 foi criada a Paróquia de São Domingos Sávio.

 

Somente em 6 de outubro de 1961 houve a posse do primeiro párooco: Monsenhor Rafael Arcanjo Coelho que era da Arquidiocese de Mariana, MG, mas que estava em São Paulo desenvolvendo atividades relacionadas, inclusive, a atendimentos aos afro-descendentes.

 

Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, organizou o Apostolado da Oração e difundiu a devoção das “Nove Primeiras Sextas-Feiras”. Logo foi chamado de volta para sua diocese e a Paróquia ficou sem pároco por quase três anos.

 

 

Eram os Cônegos Lateranenses da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios que geralmente atendiam os moradores do Parque, principalmente os padres Domingos, Guerino e José.

 

Em 26 de fevereiro de 1966, a paróquia foi entregue aos Religiosos de São Vicente de Paulo, congregação funda em Paris por Jean Leon  Le Prevost.  Assumiu, então a paróquia o padre Gabriel Fortier, vindo do Canadá como missionário.   Aqui ele permaneceu até ser chamado para ficar à frente da Região Episcopal Oeste 1, com sede na Lapa, por ocasião da enfermidade que acometeu Dom José Thurler, bispo auxiliar.

 

 

Padre Gabriel Fortier empenhou-se  em colocar em prática as decisões do Concílio Vaticano II.  Estava sempre presente em todas as reivindicações dos moradores do Parque.

Participava   das  reuniões onde se discutiam as maneiras mais rápidas para se conseguir linha de ônibus,   eletricidade para as casas e ruas,  recuperação das ruas que apenas tinham sido  abertas nas muitas movimentações de terra e que as águas das chuvas  as  tornavam  impraticáveis.

 

informações pesquizadas pelo Prof.Leôncio

 

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Através da purificação dessas impurezas a graça tem seu lugar para brilhar em todo seu esplendor.
AVISOS PAROQUIAIS

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CATEQUESE PARA ADULTOS - Para maiores de 18 anos de idade que ainda não receberam os sacramentos do BATISMO, EUCARISTIA E/OU CRISMAEncontros todas as terças-feiras às 20h00 - catequista: MaríliaMaiores informações na secretaria paroquial, ou pelo telefone; 3904-0549  Inscrições abertas

Estamos solicitando voluntários p/trabalhar no 1º Encontro com Cristo que será realizado em Outubro, as fichas se encontram na mesa do       dízimo e na secretaria durante a semana

0 projeto Beija-flor necessita de voluntários para acompanhar crianças com dificuldade escolar.

Nos próximos meses será realizada a pintura externa de todo o complexo que compõe nossa paróquia. Ajude-nos a escolher a cor!!!

As amostras estão disponíveis na lateral da paróquia, em frente a secretaria e estão enumeradas de 1 a 7. Retire uma cédula de votação na secretaria, escolha a sua combinação e deposite na urna!

Deixe a sua opinião para deixar nossa comunidade mais bonita!

Venham participar da nossa Catequese de Adultos, todas as Terças Feiras ás 20h00.

Pedimos a gentileza de trazer sua nota fiscal paulista sem o CPF, para ajudar a Casa de Guadalupe.

Participe do dízimo paroquial pois ele é fruto de um coração que ama a Deus e ao próximo. Quem ama, partilha com generosidade e alegria. O dízimo é a sua expressão de amor. Procure nossa equipe do dízimo e diga Sim! Eu quero participar.

PROCURE NOSSA EQUIPE E DIGA SIM, EU QUERO FAZER PARTE DAS OBRAS DO REINO DE DEUS!

10 RAZÕES PARA TORNAR-SE UM DIZIMISTA:

1 - Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)

2 - Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)

3 - Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)

4 - Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)

5 - Porque sou filho de Deus, n‘Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)

6 - Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)

7 - Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)

8 - Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)

9 - Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)

10 - Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

O espaço totalmente ocupado pelo bem, o mal não tem vez. Quem se mantiver assim até o fim, seu nome estará escrito no céu

 

O CRISTÃO DEVE ESFORÇAR-SE PARA SER MELHOR EM TUDO

Para Refletir

1.“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Papa Bento XVI: Carta Encíclica Deus Caritas Est no.10).

2. A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência (idem no. 25ª).

P.Vitus Gustama,svd

FE..“Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Diante da pergunta sobre o porquê da incapacidade dos discípulos em curar o menino, Jesus deu-lhes uma grande lição sobre a importância da fé: 

Com suas palavras, Jesus sublinha, sobretudo, a necessidade da fé para poder vencer o mal.

A fé é onipotente porque nos une ao Onipotente. A fé é o ponto de apoio em Deus. A fé nos dá um poder incrível, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como podemos verificar na vida de tantos homens e mulheres ao longo da história da Igreja. A fé nos permite rezar de modo eficaz. Segundo Jesus, a verdadeira fé faz desaparecer qualquer impossibilidade, faz qualquer um caminhar na vida com serenidade e paz, com alegria profunda como uma criança nas mãos de sua mãe. A verdadeira fé liberta qualquer um do desapego de todas as coisas. Além disso, é importante para nossa vida comunitária ter em conta que a fé em Deus nos abre muitas possibilidades e qualidades que estão escondidas e adormecidas. Ao assumir pessoalmente a fé, começaremos a ser conscientes de nossas grandes reservas humanas, as quais devem ser postas para o serviço aos demais.

A PONTE ENTRE DEUS E OS NOMES

Se os homens criam muros e abismos de separação entre si, Jesus cria pontes entre os homens e Deus para que os homens tenham um livre acesso para chegar até Deus, para a vida eterna. Sejamos construtores de pontes e não de muros e de abismos de isolamento. O homem existe para o outro homem. No âmago de nossa natureza, como homens, está a ânsia de integração. Há no coração do homem uma faceta infantil e inocente que sempre fica profundamente magoada quando somos excluídos de um relacionamento ou de uma convivência. Ninguém foi criado para o isolamento. Quando ficamos isolados, estamos propensos a ser prejudicados. Sempre que há distância, há anseio. Se a distância suscita o anseio, a proximidade cria a integração. Podemos possuir tudo que o mundo tem a oferecer em termos de status, de realização profissional, de bens materiais, de cargos sociais importantes e assim por diante, no entanto, sem nos sentirmos integrados, tudo isso parece vazio e inútil.

 

Para Refletir:

“Onde é que Te encontrei para poder conhecer-Te (Senhor)? Não estavas na minha memória antes de eu Te conhecer. Onde, então, Te encontrei, para conhecer-Te, senão em Ti mesmo, acima de mim?

Eis que habitavas dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora! Tu me chamaste, e Teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e Tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por Ti. Eu Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de Tua paz”.

Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-Te ou louvar-Te... Quem O procura O encontra, e, tendo-O encontrado, O louvará.  (Santo Agostinho. Confissões, X,26-27; I,1).

Choramos por causa de alegria profunda como choramos por causa de uma tristeza profunda. O choro é a única linguagem capaz de expressar tudo que sentimos profundamente em lagrimas que nenhuma outra língua capaz de expressar.

O que nos frustra e tira nossa alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida. Nossa alma não está sedenta de poder, de fama, de popularidade, de conforto, de propriedades e assim por diante. Nossa alma tem fome do significado da vida, ou de aprendermos a viver de tal modo que nossa existência ou nossa passagem neste mundo tenha importância ou significado capaz de modificar ou de melhorar o mundo, pelo menos, ao nosso redor.


E Deus nos chama pelo nome: “Eu te chamo pelo nome, és meu”, disse Deus para cada um de nós (Is 43,1). “Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas”, acrescentou Deus (Is 49,16). 


 

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