MEDITANDO O EVANGELHO DE:

26.01.2015-Quantas vezes você fez a difamação contra o próximo injustamente em nome de seus interesses individuais, de seu poder ou de sua boa fama? Quantas vezes você foi vítima da difamação e dos comentários maldosos injustamente? Quantas vezes você causou a desunião ou a divisão entre as pessoas? Como você reagiu ou reage diante dessa situação? Ser vítima de uma difamação em nome do bem que você fez é um reconhecimento de seu valor. Fazer difamação contra o próximo injustamente é sinal da decadência de sua vida moral, estica e espiritual; é um caminho para sua própria destruição.Se aprofundarmos mais esse assunto, perceberemos que o que está em jogo na discussão com os adversários de Jesus é a luta entre o espírito do mal e o espírito do bem. Por isso, merece o duríssimo ataque de Jesus. O que eles fazem é considerado como uma blasfêmia contra o Espírito Santo. Pecar contra o Espírito Santo significa negar o que é evidente, negar a luz de Deus permanentemente, tapar-se os olhos para não ver, para negar a verdade, para negar a salvação definitivamente. Por isso, enquanto lhes durar essa atitude obstinada e esta cegueira voluntária, eles mesmos se excluem do perdão e do Reino. O Reino de Deus está aberto para quem quiser entrar nele. Mas Deus jamais empurraria o ser humano nem para o céu nem para o inferno.Creio que nós não somos certamente dos que negam a Jesus permanentemente. Ao contrário, não somente cremos nele e sim que seguimos a Jesus e celebramos seus sacramentos e meditamos sua Palavra iluminadora. E nós cremos que Jesus é mais forte e por isso, Ele nos ajuda na nossa luta contra o mal. E para afastar o mal precisamos viver e praticar o bem, mas não simplesmente para afastar o mal. Fazer o bem é o verdadeiro caminho divino e por isso, precisamos optar por este caminho. Ser cristão não é apenas aquele que evita o mal, mas principalmente fazendo o bem ele afasta o mal. Se Jesus que é mais forte do que qualquer mal já está entre nós, então precisamos estar com ele permanentemente, colocando-o no centro de nossa vida para ganhemos também Sua força.

23.01.2015-Não somente conhecer a vontade de Deus, mas reconhecer que ele mesmo é objeto dessa vontade salvífica. Conseqüentemente, ele não apenas desempenhará o papel como profeta (que anuncia e denuncia), mas também como testemunha do amor e da misericórdia de Deus. Quem vai em Nome de Jesus, não somente participa de Sua missão, mas também de Seu poder para vencer o mal. Assim, o enviado se converterá em prolongamento de Jesus na historia. Ele será o memorial do Senhor que continua salvando, libertando o homem de suas escravidões.Aquele que não entrar numa relação de intimidade com o Senhor não pode sentir-se autorizado a proclamar o Evangelho de salvação aos demais, pois não são os meios humanos ou recursos puramente humanos e sim o Espírito Santo é que dá a eficácia necessária ao anúncio do Evangelho para que se converta em Palavra de Salvação para o mundo. A partir de viver unidos a Jesus Cristo pela fé, poderemos ver com Seus olhos o mundo e sua história.Marcos resume em três pontos o discipulado: Estar com Jesus, Anunciar o Reino e Expulsar demônios.

22.01.2015-Com Jesus venceremos a Força Destruidora “Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!”.  Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era”. É interessante observar que não é a multidão que faz a exclamação de que Jesus é “Filho de Deus” e sim são os possessos, isto é, as forças do mal. Diante de Jesus que é mais forte do que qualquer força do mundo, por ser “Filho de Deus”, as forças do mal não aceitam ser reduzidas no seu poder, embora se trate de um poder destruidor do ser humano. Por isso, elas protestam contra Jesus, o Filho de Deus. A presença de Jesus desmascara as forças do mal que até então dominavam o ser humano, especialmente os mais fracos. Mas diante de Jesus e na Sua presença a força do mal perde seu poder e sua força. Não é por acaso que a multidão sempre vai atrás de Jesus, pois estar com Jesus significa estar com a força das forças.Vale a pena para nós também estarmos com Jesus, pois Ele é a força de nossas forças e a vida de nossas vidas. Através do evangelista João Jesus nos recorda com as seguintes palavras: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16,33b).Pedimos ao Senhor que nos dê a força ou capacidade para lutarmos contra o mal sob todas as suas formas: a enfermidade, a ignorância, a fome, o ódio, a indiferença, a desigualdade, a violência, a intolerância, a solidão, o pecado e outras forças destruidoras da humanidade. P. Vitus Gustama,svd

21.01.2015-Como já sabemos que o Sábado era um dos preceitos divinos mais claros e mais indiscutíveis. O Sábado era uma espécie de documento de identidade do Povo eleito. Sua observância estava rigidamente regulada. Algumas exceções eram admitidas por motivos de particular gravidade. Por exemplo, era permitido salvar a vida com a fuga, ajudar um homem em perigo ou uma mulher com dores de parto ou em caso de incêndio e assim por diante. Porém, de qualquer forma tratava-se sempre de exceções a uma regra.Para Jesus, ao contrario, o que muda é a regra. A lei, sim, mas o legalismo, não. A lei é uma necessidade. Porém, atrás de cada lei deve respirar amor e respeito ao homem concreto. Atrás da letra está o espírito e o espírito deve prevalecer sobre a letra. Para Jesus o bem do homem está acima da observância do Sábado, e isso, não somente em caso de perigo de morte, mas em qualquer situação. “Portanto, é licito fazer o bem também no Sábado” (Mt 12,12b). Jesus proclama, assim, o valor absoluto do amor. Jesus recorda a todos que para Deus o mais importante é o homem, o bem do homem e não a regra por regra ou lei por lei. Não somente salvar a vida do homem e sim simplesmente fazer o bem a ele em todo momento e em qualquer lugar e para qualquer pessoa. A lei suprema da Igreja de Cristo são as pessoas, a salvação das pessoas. Se não, a Igreja perderia sua razão de existir. A glória de Deus está sempre e unicamente no bem do homem. Não se trata de exaltar o homem constituindo-lhe centro das coisas. Mas trata-se de conhecer mais fundo o coração de Deus que ama o homem a ponto de enviar seu Filho unigênito a fim de que o homem seja salvo (Jo 3,16). O poder de Deus se manifesta no amor e nisto está sua honra (cf. MT 25,40.45). Para Jesus a observância do Sábado deve celebrar esse amor fraterno e não desmenti-lo nem negá-lo. Assim, mais uma vez, Jesus quer manifestar sua maneira de viver de que a lei do sábado está a serviço do homem e não o contrário.

20.01.2015-O sábado era um dos principais mandamentos para os judeus.  A finalidade de sua observação era, inicialmente, para o descanso humano para celebrar a libertação humana (Dt 5,12-15). Na linha sacerdotal (cf. Ex 20,8-11) a finalidade do sábado era para imitar o repouso de Deus ao findar-se a obra da Criação. O sábado tornou-se como dia para ser dedicado a Deus e ao culto. A partir do exílio na Babilônia a valorização do sábado se tornou exagerada. Observar o sábado entre os pagãos, durante o exílio, era um sinal da identidade israelita. Era tão importante como todos os mandamentos juntos. Todo trabalho era proibido (234 atividades proibidas).  Transgredir o sábado podia levar o acusado à condenação dependendo da gravidade do ato até a pena de morte (cf. Ex 31,12-17; 35,1-3). O sábado se tornou, então, algo pesado para o povo. A instituição do sábado que tinha como finalidade assegurar o homem o tempo de repouso necessário para a realização da vida foi esquecida.Os discípulos de Jesus arrancavam espigas durante o caminho com Jesus. Tirar espigas era uma das trinta e nove formas de violar o sábado, segundo as interpretações exageradas que algumas escolas dos fariseus faziam da lei na época. Por isso, os fariseus se escandalizam quando percebem que os discípulos de Jesus arrancam as espigas para matar a fome no dia de sábado. “Quem não sabe julgar o que merece crédito e o que merece ser esquecido presta atenção ao que não tem importância e se esquece do essencial” (Buda).


19.01.2015-Na semana passada acompanhamos o começo da pregação e da ação de Jesus. Jesus escolheu cinco primeiros discípulos. Na sua ação, Jesus impôs silêncio aos que reconheciam como Filho de Deus.Esta semana, encontraremos Jesus e seus discípulos que formam um grupo absolutamente solidário e unido diante de seus adversários (fariseus e escribas etc.).Observaremos que, em cada controvérsia, Jesus sempre se apresenta como um independente diante das regras e das observâncias legais conforme as tradições. A independência de Jesus choca os que estão apegados ao pé da letra todas as leis e as tradições. Jesus entra no espírito da lei, naquilo que possa edificar o ser humano. Por isso, em outra ocasião ele diz: “O sábado existe para o homem e não o contrário”. No evangelho de hoje ele faz uma declaração que tem o mesmo conteúdo: “Ninguém põe o vinho novo em odres velhos”.

17.01.2015-No evangelho de ante ontem lemos que Jesus tocou e curou um leproso. No evangelho de hoje, Jesus se aproxima e chama como seu seguidor nada menos que um arrecadador de impostos, um publicano, um pecador público. Trata-se de um “pecador” segundo todas as convenções da época. É chocante tanto para a época de Jesus e, creio que, também para nossa época. Mas Jesus Levi, o publicano, e este O segue imediatamente.A graça de Deus não admite nenhuma demora. Ela chega e nós não podemos demorar em corresponder com ela, como Levi que se levantou e seguiu a Jesus imediatamente.Jesus encontrou Levi “sentado” e o chama. E este se levantou e seguiu a Jesus. O que torna nossa vida sem dinamismo? O que nos faz “sentados” na vida que nos faz sem horizonte, sem esperança e sem sentido? É preciso repetirmos sempre a frase do Senhor: “Levanta-te e anda e tu verás mais coisas na tua vida!”Além disso, o texto quer nos dizer que, na vida, não há nada que seja perdido. A opinião da maioria pode nos condenar como perdidos. Mas temos que ter um audição seletiva: selecionar o que necessitamos escutar e abandonar o que não precisamos escutar. Além disso, tenhamos a esperança em Deus, pois um dia Ele vai se aproximar de nós. Fiquemos atentos para Deus que se aproxima de Deus. Fiquemos atentos para os sinais de Deus na nossa vida.

16.01.2015-Ao contrário dos letrados, a fé do povo e sua confiança no poder de Jesus continuam crescendo. Boa prova disto é o esforço que os quatro homens fazem para alcançar Jesus. Ao encontrar a porta fechada pela multidão que se aglomera diante dela, em vez de ficar desesperados e paralisados, os quatro homens sobem para o teto da casa para que o paralítico possa encontrar-se com Jesus. E Jesus valoriza a fé desses homens e do enfermo a quem lhe dá o perdão e são compensados pela cura do paralítico. Jesus não se contenta com o perdoar os pecados e sim que tenhamos consciência de que o perdão é real e cura também as enfermidades físicas. Ele salva o homem totalmente. Jesus é o Deus que vê o pecado, mas não condena ou não julga o pecador, mas o perdoa. Creio que, a exemplo do paralitico, muitas coisas não funcionam na nossa vida porque não estamos em bom relacionamento com nosso Pai do céu. Este mau relacionamento com o céu faz com que nos tornemos paralíticos e paralisemos o crescimento de nossa vida. É preciso nos aproximarmos de Jesus para que ele abra novamente o céu fechado com seu perdão para que possamos voltar a viver na felicidade caminhando com nossas próprias pernas.

15.01.2015-O evangelho de hoje nos convida a fazermos o exame de consciência sobre como tratamos os marginalizados da sociedade, os “leprosos” de nossa sociedade. O exemplo de Jesus é claro. Ele nunca permaneceu indiferente diante do sofrimento humano. Nós, como cristãos, devemos imitar Jesus. Uma pessoa insensível à dor alheia, ao sofrimento do próximo é uma pessoa violenta. Uma pessoa compassiva faz algo pelo alívio da dor de outras pessoas. “O que um homem sofre em sua própria carne chama-se miséria. O que sofre por simpatia pelo próximo chama-se piedade” (Santo Agostinho: Conf. 3,2). Uma pessoa compassiva sente a dor alheia na própria carne e a apela para fazer algo. “Deus não condena quem não pode fazer o que quer, mas quem não quer fazer o que pode” (Santo Agostinho: Serm. 54,2). “O ato de Jesus de se aproximar do leproso e de tocá-lo nos leva a nos perguntarmos: “Como você se posiciona perante “os leprosos” (marginalizados) da humanidade: fugir, aproximar-se ou procurar erguê-los como Jesus fez?” Ou o nosso coração está cheio de “lepra” faz com que nos afastemos dos outros e afastemos os outros? A “lepra” que mata é a vida sem amor pelo próximo: mata quem vive sem amor e mata quem precisa deste amor.

14.01.2015-O que chama nossa atenção é que a atividade de Jesus em libertar os homens não interrompe seu contato com Deus. No meio de sua atividade ele consagra determinado tempo para estar em contato permanente com Deus Pai a fim de não ser dominado por outros poderes e influências. Toda vez que a multidão quis fazê-lo rei, Jesus se afastou da multidão para estar em solidão com Deus. Por isso é que Jesus nenhuma vez caiu na tentação. Com o mesmo amor Jesus se dirige a seu Pai como ele se dirige aos demais, sobretudo aos que necessitam de sua ajuda. A partir de Deus tudo é governado por amor. Na oração Jesus encontra a força de sua atividade missionária. Podemos dizer que a vida, antes de ser vivida, precisa ser rezada. Quem sabe rezar bem, sabe também viver bem. Quem não sabe rezar bem, também não sabe viver bem. É preciso colocar a vida na oração e a oração na vida. Se pararmos de rezar, erraremos o caminho, pois rezar é estar com Deus e seu espírito.Jesus se retirava para entrar em oração ao Pai (Mc 1,35;Lc 5,16;6,12;9,18.28;Jo 6,3 etc.) para nos dar exemplo e nos ensinar que o homem que quer descobrir e entender as coisas de Deus tem que cultivar a solidão com Deus. Não se pode atender a um assunto importante quando está se distraído por mil bagatelas, coisas sem valor (cf. Sb 4,12). As maravilhas de Deus, que consistem no amor que nos tem, não podem ser vistas sem a solidão interior. O segredo da credibilidade do ministério  de Jesus consiste na íntima relação entre a palavra e a ação e na profunda comunhão  com o Pai mediante a oração.

13.01.2015-A autoridade de Jesus não está a serviço de uma instituição, mas está a serviço do ser humano para que este reconheça sua própria dignidade, sua vocação à vida comunitária (sem exclusão). Onde não houver um mútuo respeito, não haverá espaço para a mútua admiração. A nova forma de Jesus ensinar “com plena autoridade” apela a valores e atitudes fundamentais do ser humano: apela à capacidade de convivência, ao reconhecimento respeitoso e tolerante do outro, ao desenvolvimento da auto-estima como condições para um autêntica libertação da situação de marginalização em que vive a grande maioria. Por isso, o ensinamento de Jesus desperta uma grande admiração da parte do povo na sinagoga: “Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ele ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei”.Por isso, o episódio do homem possuído por um espírito impuro, mais do que demonstrar autoridade de Jesus sobre as forças do mal, quer mostrar como Jesus integra ao seio da comunidade aquele que era excluído e recusado como muitos outros em nome de um poder que desumaniza, até usa o nome de Deus (leis religiosas) para oprimir ou praticar atos violentos e discriminatórios. Na verdade, Mc coloca aqui o possuído como representante dos fanáticos pelo poder. Para assinalar o fanatismo Mc usa a expressão “estar possuído por um espírito impuro” em oposição ao Espírito Santo que dá vida, que anima, que capacita o ser humano a amar. A força que despersonaliza o homem e impede todo espírito crítico é uma ideologia contrária ao plano de Deus.

 

12.01.2015-O que significa “seguir”? Literalmente significa “ir atrás de alguém, pisando nas suas pecadas e percorre o seu caminho. Tudo isto exige uma imensa confiança naquela pessoa que está na nossa frente. É preciso entregar-se totalmente a essa pessoa. “Seguir Jesus Cristo” segundo o Evangelho significa aceitar sua doutrina, entregar-se incondicionalmente à sua pessoa, colaborar na sua missão e partilhar do seu destino, que inclui a morte e a glorificação(Jo 12,26; 14,3; 17,24). O abandono confiante  a Jesus é necessário para poder percorrer o caminho em direção ao conhecimento da vida e do mistério de Jesus. Simão e André abandonam imediatamente sua forma de vida anterior. E Tiago e João desvinculam-se da tradição (o pai) e do ambiente social (os dois têm nomes hebraicos). Não é fácil abandonar um hábito ou modo de viver para assumir um outro novo.Os primeiros discípulos abandonaram imediatamente tudo depois que ouviram o convite de Jesus. Para nós isto significa que em cada momento em que a Boa Nova nos é oferecida, Jesus nos convida a segui-Lo e ao mesmo tempo nos dá o poder de começar a nova caminhada. Isto requer a conversão, pois sem ela não há boa notícia.

10.01.2015-Dentro do pensamento de são João surge a seguinte pergunta: Será que temos plena consciência da grave consciência do ódio que é a separação de Deus que significa a exclusão da salvação? Ainda somos teimosos em permanecer no ódio? Não nos pede o Senhor para que haja sempre o espaço para o perdão sem limite: setenta vezes sete? (cf. Mt 18,21-22). Ser verdadeiro cristão é difícil, de fato! Há um elemento que impregna estes versículos: o “nós sabemos”. Trata-se da certeza profundamente arraigada na fé. Nos escritos joaninos, a fé comporta uma profundidade no conhecimento do mistério que nos é revelado em Jesus. O verbo “conhecer” quer dizer “com-nascer, nascer com, fazer-se um com outro. Somente conhecemos o outro, entregando-nos a ele e aceitando que ele se entregue a nós. Trata-se de uma relação existencial. A profundidade dá firmeza para a convicção do crente. A profundidade do conhecimento dá muita segurança para o crente. Para são João, fé e conhecimento são inseparáveis e quase se identificam. O conhecimento só, ao contrário, leva o homem à auto-suficiência fechada sobre si mesma. Sem fé não há verdadeiro conhecimento. O ideal é a união do conhecimento com a espiritualidade. Jesus crescia na sabedoria e na graça diante de deus e dos homens (cf. Lc 2,52). P. Vitus Gustama,svd

09.01.2015-Como resposta ao pedido do leproso, Jesus estendeu a mão e tocou nele e disse: “Eu quero. Fica purificado”. A palavra de Deus se torna fato, se for escutada, obedecida e praticada. A força salvadora de Deus está na ação de Jesus. De fato, o leproso ficou curado. Podemos imaginar alegria deste homem que era solitário, abandonado, excluído e maldito pela sociedade, e agora feliz, pois volta a olhar para o futuro com muita esperança e otimismo. Quem devolveu essa esperança para ele é Jesus que veio para salvar a humanidade.A mão estendida, o contato é um sinal de amizade. Jesus se apresenta como amigo do sofredor, do abandonado e se aproxima dele para dizer que o sofredor não está sozinho. Jesus não tem medo de ficar “impuro” segunda as regras rituais ao tocar no leproso. Com o gesto de tocar Jesus compartilha os dramas da humanidade. Por este humilde gesto Jesus reintegra o leproso curado na sociedade dos que o excluíam.Esta mão estendida é também um gesto de vitoria. Esta mão estendida é o gesto de amor. É uma mão pronta para ajudar como ajudou Pedro que estava para afogar. É uma mão que está pronta para ajudar quem se encontra em dificuldades. Não é por acaso que de vez em quando cantamos a música do compositor Nelson Monteiro de Mota: “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar. Segura na mão de Deus e vai. Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar. Segura na mão de Deus e vai. Segura na mão de Deus, pois ela te sustentará. Não temas, segue adiante e não olhes para trás. Segura na mão de Deus e vai. Se a jornada é pesada e te cansas da caminhada. Segura na mão de Deus e vai. Orando, jejuando, confiando e confessando. O Espírito do Senhor sempre te revestirá. Jesus Cristo prometeu que jamais te deixará. Segura na mão de Deus e vai”.

08.01.2015-A missão de Jesus, como o Messias esperado, é dar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, libertar os oprimidos e inaugurar um “Ano de Perdão de Dívidas” (por isso se chama um “Ano de Graça” que se proclama em nome de Deus): “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. É despertar a consciência do povo sobre sua dignidade. É não tolerar mais ser oprimido e enganado pelos poderosos que só querem tirar vantagem para eles próprios. Dar vista aos cegos é aprender a enxergar a realidade com os próprios olhos. É não deixar alguém olhar por nós sobre a realidade; é não deixar alguém pensar por nós. “Deus fez o homem para que andasse em pé, mas não o condena por começar engatinhando. Não faça de seu cérebro um arquivo para pensamentos alheios, mas o laboratório de suas próprias convicções. Você não aprende a lição dos grandes pensadores quando memoriza e repete o que eles pensaram, mas quando tem a coragem de criar os seus próprios pensamentos” (René Juan Trossero, psicólogo argentino).

07.01.2015-A mensagem do texto é nitidamente eclesiológica. A cena simboliza a relação de Cristo com todos nós como a Igreja. A barca no meio da tempestade e no meio da noite representa a Igreja. E Jesus se revela como “Eu sou”, o Deus-Conosco (Mt 1,23;28,20). Jesus está sempre unido à sua Igreja. Quando estamos longe dele ou nos afastamos dele, como os discípulos, nós sentimos o medo e o pavor. Mas estes desaparecem no fim da noite, quando Jesus vai ao nosso encontro. Aparentemente, Jesus está ausente quando nos encontramos no meio da tempestade desta vida ou em perigo de morte. Mas, na realidade, Jesus está sempre unido a cada um de nós, como sua Igreja, orando por nós, pois ele é o nosso Emanuel (Mt 1,23;18,20;28,20). E na hora certa ele vai manifestar o seu poder, libertando-nos do medo e infundindo-nos ânimo: “Coragem! Sou Eu! Não tenhais medo!”, assim ele nos diz, como disse aos discípulos. Por isso, temos que perseverar na fé, mesmo quando agitada e açoitada pelas ondas e pelos ventos de provações e de perseguições, quaisquer que sejam as dificuldades e os obstáculos no caminho que temos que percorrer para ir ao encontro com Jesus e para obedecer à missão recebida dele.

 

História

 

DADOS SOBRE AS  ORIGENS DA PARÓQUIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO

 

Localização

O território pertenceu  à  fazenda do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório, em 1823. Em 9  de maio de 1856, foi comprado pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar que se casou com a Marquesa de Santos, falecida em 1867. Em 1917, foi comprada em parte pela Companhia Armour do Brasil.

Até o fim da década de 1940, a região do Parque São Domingos era usada como pastagem para o gado que deveria ser abatido no Frigorífico Armour, passando por baixo da vi Anhanguera, pelo “buraco do boi”, que hoje está prestes a ser eliminado.

Passou, depois,  para a Novo Mundo Investimentos Ltda que  se transformou na Comercial e Imobiliária Novo Mundo Ltda  (rua João Brícola, 39)

 

O terreno em que está construída da igreja de São Domingos Sávio foi doado pela Novo Mundo Investimentos Ltda, com a condição de que  logo se construísse  uma igreja. Havia, para isso, um prazo limite. Não podia ser uma capelinha. Tinha que ser uma igreja.

 

Em 3 de fevereiro de ‘1957 foi colocado um cruzeiro no terreno, quando os clérigos salesianos do Instituto Pio XI já faziam “oratório festivo” com a criançada da vizinhança.

O cruzeiro foi doado por Ermano Marchetti, político muito conhecido na região.

Foi construído um palanque coberto onde ficou o altar. Uma procissão saiu da igreja dos Remédios e chegou, a pé, até o Parque São Domingos para a missa e inauguração do cruzeiro. Na procissão vinham Filhas de Maria, Congregados Marianos, crianças da Cruzada Eucarística e muitos outros paroquianos dos Remédios. Chovia e ventava naquele dia. Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo auxiliar, presidiu a cerimônia e encabeçou uma coleta com a importância de dez mil na moeda então circulante. Seguindo o exemplo do bispo, oura pessoa chamada Cid Valente, ofertou ainda mais cinco mil e todo o povo contribuiu dentro de suas possibilidades.

 

Como o prazo estipulado para a confirmação da doação do terreno esta quase se esgotando (faltavam só dois anos) foi formada uma comissão de moradores para a construção da igreja. Entre outras pessoas, compunham a comissão:  Luiz Piccoli, Galdino Alves, Osório Lima, João Carpi, Carlos Davi, o juiz de paz de Pirituba sr. Leônidas, Geraldo Ratis.

Sobressaíam ainda nos esforços pela construção Ana Rodel Alves, Penha Ratis, Paula Piccoli...

Faziam-se leilões de prendas doadas, nas casas onde os moradores se reuniam para rezar o terço. Com os leilões, era conseguido algum dinheiro para a compra de material de construção.

 

Conta-se que foi decidido pela comissão apenas o tamanho da igreja (atual salão paroquial) sem determinar onde seria a porta principal.  Mesmo assim, começaram as escavações para os alicerces da igreja. Com os alicerces em andamento, ficou garantida a posse do terreno.

 

 

   

 

 

Inicialmente, o pensamento era de a igreja ser dedicada aos Santos Anjos mas com a presença dos salesianos e a recente canonização de Domingos Sávio, a igreja passou a ser de São Domingos Sávio.

 

Já em 1959, uma primeira turma de crianças estava pronta para fazer a Primeira Comunhão ma como não havia boas  condições  no Parque, a festa foi feita na igreja da Lapa.

 

Levantadas as paredes e feito o telhado, veio a surpresa: em 21 de abril de 1960 foi criada a Paróquia de São Domingos Sávio.

 

Somente em 6 de outubro de 1961 houve a posse do primeiro párooco: Monsenhor Rafael Arcanjo Coelho que era da Arquidiocese de Mariana, MG, mas que estava em São Paulo desenvolvendo atividades relacionadas, inclusive, a atendimentos aos afro-descendentes.

 

Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, organizou o Apostolado da Oração e difundiu a devoção das “Nove Primeiras Sextas-Feiras”. Logo foi chamado de volta para sua diocese e a Paróquia ficou sem pároco por quase três anos.

 

 

Eram os Cônegos Lateranenses da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios que geralmente atendiam os moradores do Parque, principalmente os padres Domingos, Guerino e José.

 

Em 26 de fevereiro de 1966, a paróquia foi entregue aos Religiosos de São Vicente de Paulo, congregação funda em Paris por Jean Leon  Le Prevost.  Assumiu, então a paróquia o padre Gabriel Fortier, vindo do Canadá como missionário.   Aqui ele permaneceu até ser chamado para ficar à frente da Região Episcopal Oeste 1, com sede na Lapa, por ocasião da enfermidade que acometeu Dom José Thurler, bispo auxiliar.

 

 

Padre Gabriel Fortier empenhou-se  em colocar em prática as decisões do Concílio Vaticano II.  Estava sempre presente em todas as reivindicações dos moradores do Parque.

Participava   das  reuniões onde se discutiam as maneiras mais rápidas para se conseguir linha de ônibus,   eletricidade para as casas e ruas,  recuperação das ruas que apenas tinham sido  abertas nas muitas movimentações de terra e que as águas das chuvas  as  tornavam  impraticáveis.

 

informações pesquizadas pelo Prof.Leôncio

 

Galeria de Vídeos
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AVISOS PAROQUIAIS

MÊS DE JANEIRO

Horários das missas:

DURANTE A SEMANA:

- Na primeira quinzena do mês, NÃO HAVERÁ MISSA ÀS 7H00

- Missas às 19h30: SOMENTE ÀS QUINTAS E SEXTAS-FEIRAS

FINAIS DE SEMANA:

- Sábado: às 17h00

- Domingo: às 8h00 - 10h00 - 19h00 > ATENÇÃO: NÃO HAVERÁ MISSA ÀS 12h00

Dia 20 terça-feira ás 19horas teremos o terço dos homens,convidamos todos os homens da comunidade para participar deste momento mariano.

Estão abertas as inscrições para catequese de 1ª Eucaristia procurar a secretaria para maiores informações.

Você jovem que já recebeu o sacramento do Crisma venha participar do Grupo de Jovens.

A pastoral dos Corinhas está com inscrições abertas, quem estiver interessado procurar a secretaria.

Senhores dizimitas por gentileza retirem o formulário para recadastramento na mesa do dízimo e o seu calendário 2015.

0 projeto Beija-flor necessita de voluntários para acompanhar crianças com dificuldade escolar.

Venham participar da nossa Catequese de Adultos, todas as Terças Feiras ás 20h00.

Pedimos a gentileza de trazer sua nota fiscal paulista sem o CPF, para ajudar a Casa de Guadalupe.

O Reino de Deus é precisamente a máxima realização dos ideais humanos de fraternidade, de solidariedade, de comunhão, de igualdade e de justiça. E precisamente no comer comunitário ou na festa comunitária se vivem os sinais que mostram como possível ou realizável o Reino de Deus entre os seres humanos. Para isso, há que ter uma disponibilidade generosa e a aspiração de construir algo maior do que os pequenos negócios e trabalhos particulares ou individuais.

10 RAZÕES PARA TORNAR-SE UM DIZIMISTA:

1 - Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)

2 - Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)

3 - Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)

4 - Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)

5 - Porque sou filho de Deus, n‘Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)

6 - Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)

7 - Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)

8 - Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)

9 - Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)

10 - Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

O espaço totalmente ocupado pelo bem, o mal não tem vez. Quem se mantiver assim até o fim, seu nome estará escrito no céu

 

O CRISTÃO DEVE ESFORÇAR-SE PARA SER MELHOR EM TUDO

Para Refletir

1.“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Papa Bento XVI: Carta Encíclica Deus Caritas Est no.10).

2. A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência (idem no. 25ª).

P.Vitus Gustama,svd

FE..“Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Diante da pergunta sobre o porquê da incapacidade dos discípulos em curar o menino, Jesus deu-lhes uma grande lição sobre a importância da fé: 

Com suas palavras, Jesus sublinha, sobretudo, a necessidade da fé para poder vencer o mal.

A fé é onipotente porque nos une ao Onipotente. A fé é o ponto de apoio em Deus. A fé nos dá um poder incrível, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como podemos verificar na vida de tantos homens e mulheres ao longo da história da Igreja. A fé nos permite rezar de modo eficaz. Segundo Jesus, a verdadeira fé faz desaparecer qualquer impossibilidade, faz qualquer um caminhar na vida com serenidade e paz, com alegria profunda como uma criança nas mãos de sua mãe. A verdadeira fé liberta qualquer um do desapego de todas as coisas. Além disso, é importante para nossa vida comunitária ter em conta que a fé em Deus nos abre muitas possibilidades e qualidades que estão escondidas e adormecidas. Ao assumir pessoalmente a fé, começaremos a ser conscientes de nossas grandes reservas humanas, as quais devem ser postas para o serviço aos demais.

A PONTE ENTRE DEUS E OS NOMES

Se os homens criam muros e abismos de separação entre si, Jesus cria pontes entre os homens e Deus para que os homens tenham um livre acesso para chegar até Deus, para a vida eterna. Sejamos construtores de pontes e não de muros e de abismos de isolamento. O homem existe para o outro homem. No âmago de nossa natureza, como homens, está a ânsia de integração. Há no coração do homem uma faceta infantil e inocente que sempre fica profundamente magoada quando somos excluídos de um relacionamento ou de uma convivência. Ninguém foi criado para o isolamento. Quando ficamos isolados, estamos propensos a ser prejudicados. Sempre que há distância, há anseio. Se a distância suscita o anseio, a proximidade cria a integração. Podemos possuir tudo que o mundo tem a oferecer em termos de status, de realização profissional, de bens materiais, de cargos sociais importantes e assim por diante, no entanto, sem nos sentirmos integrados, tudo isso parece vazio e inútil.

 

Para Refletir:

“Onde é que Te encontrei para poder conhecer-Te (Senhor)? Não estavas na minha memória antes de eu Te conhecer. Onde, então, Te encontrei, para conhecer-Te, senão em Ti mesmo, acima de mim?

Eis que habitavas dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora! Tu me chamaste, e Teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e Tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por Ti. Eu Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de Tua paz”.

Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-Te ou louvar-Te... Quem O procura O encontra, e, tendo-O encontrado, O louvará.  (Santo Agostinho. Confissões, X,26-27; I,1).

Choramos por causa de alegria profunda como choramos por causa de uma tristeza profunda. O choro é a única linguagem capaz de expressar tudo que sentimos profundamente em lagrimas que nenhuma outra língua capaz de expressar.

O que nos frustra e tira nossa alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida. Nossa alma não está sedenta de poder, de fama, de popularidade, de conforto, de propriedades e assim por diante. Nossa alma tem fome do significado da vida, ou de aprendermos a viver de tal modo que nossa existência ou nossa passagem neste mundo tenha importância ou significado capaz de modificar ou de melhorar o mundo, pelo menos, ao nosso redor.


E Deus nos chama pelo nome: “Eu te chamo pelo nome, és meu”, disse Deus para cada um de nós (Is 43,1). “Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas”, acrescentou Deus (Is 49,16). 


 

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