MEDITANDO O EVANGELHO DE:

27.03.2015 -O evangelho de hoje nos relata que os judeus pegaram pela segunda vez pedras para apedrejar Jesus. Mas Jesus lança a seguinte pergunta: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais? (...) Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai” (Jo 10,32. 38). As obras de Jesus pelo bem da humanidade, especialmente pelos necessitados, demonstram sua unidade com Deus. Quem pratica o bem é de Deus, embora ele não confesse expressamente sua fé em Deus. Quem não é de Deus pratica a violência, o mal e a maldade, embora se declare religioso ou adepto de uma religião ou crença. Se Deus é amor (cf. 1Jo 4,8.16), Ele não pode jamais admitir a violência.  Quem é de Deus e tem fé em Deus, deve praticar o bem como Jesus que “passou a vida fazendo o bem” (At 10,38). Mas essas obras não convencem os contemporâneos de Jesus porque suas cabeças estão cheias de “razoes”. Ao contrário, pegaram pedras para atirar em Jesus. Quem atira pedras nos outros é porque tem um coração de pedra. Um coração de pedra sempre machuca e fere os outros. “O coração do homem é como a mó de um moinho; se jogardes trigo, tereis farinha; se jogardes pedras, tereis cascalho” (Fulton Sheen).

26.03.2015-Se nossa fé em Jesus Cristo for profunda, se não somente soubermos das coisas sobre ele, se estivermos em plena comunhão com ele, no modo de viver e de agir, teremos vida de Jesus já, como os ramos que recebem a seiva do tronco principal (Jo 15,1-5). A vida que Jesus comunica não conhece fim (Jo 3,16; 4,34; 5,21). A morte física não interrompe a vida nem é uma experiência de destruição. Ter a vida eterna é saber que nosso destino se realiza plenamente na vida imortal de Deus. Em Deus se realizam nossos sonhos, anseios, afetos e utopias mais queridos. Deus supera todos os nossos males e todos os nossos limites. Mas muitas vezes para nós é difícil acreditar na ressurreição porque não aceitamos ainda a morte física. O pior é que ficamos revoltados diante da morte de nosso ente querido, embora ele tenha morrido naturalmente. A fé na ressurreição vem nos dizer que o homem não vive para morrer e sim morre para viver. Morrer não é o fim da caminhada e sim atravessar o túnel para a Luz plena. O homem, para ressuscitar, tem que morrer, como Jesus morreu e ressuscitou.

25.03.2015-Para que possamos dizer “sim” à vontade de Deus, devemos viver na graça e com a graça de Deus, como Maria, pois a pessoa que Deus escolhe para exercer a sua vontade é alguém que já dispõe de sua graça pelo seu modo de vida. Sem a graça de Deus a nossa própria vontade se tornará mais importante do que a de Deus. Não é por acaso que São Paulo afirma: “Pela graça de Deus eu sou o que sou e a graça que ele me deu não tem sido inútil” 

24.03.2015-Quando nossa única preocupação é fazer o bem para todos em qualquer lugar e momento é sinal de que estamos em comunhão plena com Jesus. Quando o bem comum for nosso objetivo comum, não haverá espaço para a rivalidade ou para a inveja. “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira” (Léon Tolstoi). A única coisa que nos faz bem é fazer o bem. A vida não é uma luta para superar os outros, mas uma missão a ser exercida para dar o melhor de nós para a humanidade conforme os talentos recebidos de Deus. Estamos aqui neste mundo com um objetivo único, com um objetivo nobre que nos permitirá manifestar nosso mais alto potencial enquanto, ao mesmo tempo, acrescentamos valor às vidas das pessoas que estão a nossa volta. Descobrir a própria missão significa trazer mais de você mesmo para o trabalho, para a convivência e concentrar-se nas coisas que você sabe fazer melhor e dar sempre o melhor de você para os outros sem esperar nada em troca. 

23.03.2015-“Também não te condeno. Vai em paz e de agora em diante não peques mais!”, disse Jesus à mulher pecadora. Trata-se, na verdade, de uma palavra poderosa de pleno perdão do pecado. Estas palavras finais de Jesus são dirigidas à mulher e aos pretensos juízes. Jesus fica ali para receber novamente a todos. Jesus não quer condenar, mas libertar. Com sua decisão, Jesus restitui a vida à mulher, dando-lhe uma nova coragem para viver, uma nova oportunidade para recomeçar. O que importa de verdade para a mulher é este novo começo.

21.03.2015-Percebemos das leituras de hoje que até para fazer o bem encontramos dificuldades, inclusive a violência da parte daqueles que defendem seus próprios interesses mesmo que sejam errados eticamente. Mas todo homem que sofre inocentemente e injustamente é uma imagem de Cristo sofredor. Todo sofrimento fruto da colaboração para salvar o mundo, para edificar a humanidade, para defender os sem voz e sem vez é o sofrimento do próprio Cristo. Todos esses sofredores estão no coração de Deus: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá... Os que confiam em Deus compreenderão a verdade e os que são fieis permanecerão junto a ele no amor, pois graça e misericórdia são para seus santos e sua visita é para seus eleitos” (Sb 3,1.9). Jesus continua sofrendo nos justos perseguidos. Jesus continua sendo crucificado nos inocentes vítimas dos que retém o poder nas mãos

20.03.2015- Jesus nos ensina que temos que nos apegar a Deus para manter nossa paz e serenidade apesar da realidade dura que nos cerca, e não ao caminho que temos para ir até Ele, pois há vários caminhos para chegar até Deus. Não podemos nos escravizar a uma maneira como a única maneira para chegar até Deus, pois nos colocaremos como superiores e fiscalizadores dos outros. Temos que estar abertos para qualquer forma que Deus queira para se apresentar ou para se revelar. Deus sempre quer nos surpreender em todos os momentos. “Se dizes ‘já basta’, estás perdido. Aumenta sempre, progride sempre, avança sempre, não pares no caminho, não voltas atrás, não te desvies... Ninguém vence sem lutar. Por isso, não pedimos a Deus que nos livre das tentações, mas que nos preserve do mal”, dizia Santo Agostinho (De Serm. Dom. in mon. 2,9,31). “O mundo combate contra os soldados de Cristo com duas armas e táticas diferentes. Uma arma é a sedução; sua tática, criar angústia. A outra é o medo; sua tática, semear desanimo”, acrescentou Santo Agostinho (Serm. 276,2,2).

19.03.2015-José sabe criar o silêncio dentro de si para escutar melhor o que Deus quer dele numa situação complicada humanamente. Se dependesse de sua vontade, José abandonaria Maria e o Salvador no ventre de Maria. Mas ele acredita muito mais na vontade de Deus do que na sua vontade. Por causa da sua fidelidade à vontade de Deus, ele deixa de lado os planos de raciocínios meramente humanos. José deixa de se preocupar consigo próprio para seguir a vontade de Deus. Por isso, ele cria um espaço interior para ouvir a voz de Deus. Ele deixa ser convidado a entrar no “sonho” de Deus. O “sonho” de Deus é salvar a humanidade, mas com a participação do próprio ser humano. É tocante a docilidade de José diante da vontade de Deus que ele nem pede nenhuma explicação de Deus, como Maria(Lc 1,34), nem diz uma única palavra. Simplesmente ele faz seus os desígnios de Deus. Por isso, na perspectiva de sua fé que o anima, a estrutura humana de José se torna gigantesca. Ele é realmente um homem-sinal e homem-missão que se expressa no respeito pelo mistério de Deus operado em Maria e na vocação de ser o pai legal de Jesus. Da mesmo forma, somos todos convidados, a exemplo de José, a participar no “sonho” de Deus. É bom sonharmos com Deus para acordarmos e vivermos a nossa vida com Ele.

18.03.2015-O que Deus faz pela humanidade nós podemos ler também na primeira leitura e no Salmo de meditação neste dia. A primeira leitura deste dia, tirada do Segundo Isaías e foi escrita durante o exílio na Babilônia, nos apresenta Deus não como o soberano onipotente e majestoso, nem como juiz implacável, mas como “aquele que tem compaixão”, que “consola”, que “conduz seu Povo às fontes de água”, como uma mãe carinhosa que cuida dos seus filhos e se comove por eles. São imagens cheias de calor humano. Imagens que dizem como Deus está ligado às criaturas e como Ele as ama com muita ternura! Deus dialoga com o homem nos largos espaços do amor, não no escrúpulo da observância dos preceitos. Deus ama todos nós mais do que uma mãe que ama seus filhos: “Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti”, diz-nos Deus (Is 49,15). E a bondade, a ternura, a misericórdia, a justiça e a santidade de Deus são proclamadas no Salmo de meditação deste dia.

17.03.2015-Jesus é a nossa única esperança Os enfermos estão próximos da piscina, não podem entrar no Templo, estão esperando uma possibilidade de encontrar-se com Deus. Para o paralitico do evangelho de hoje, símbolo de tantos que esperam, a agitação da água era algo que o mantinha na esperança ainda que essa esperança levasse já muitos anos sem ver-se realizada: 38 anos de sofrimento, quase uma vida inteira (o numero 40 representa uma geração).A única coisa que mantinha o paralítico na esperança, apesar de um longo sofrimento, era a água agitada de cura. Mas apareceu o inesperado, maior do que a água agitada: Jesus Cristo, Água viva.

16.03.2015-Hoje o evangelho nos relata que Jesus se encontra novamente em Caná da Galiléia onde ele realizou o primeiro sinal: a transformação de água em vinho (Jo 2,1-11). No evangelho de hoje Ele operou outro sinal: a cura do filho de um funcionário real. Ainda que o primeiro sinal seja um espetacular, mas este segundo é mais valioso porque não é algo material o que se soluciona e sim a vida de uma pessoa que está quase para terminar.O evangelista João escolhe, como protagonista para o segundo sinal operado por Jesus, um homem que exerce autoridade, um funcionário real (de um rei). E por isso, pode ser figura de qualquer tipo de poder.

14.03.2015-Na passagem do evangelho deste dia Jesus continua a enfatizar sobre a importância da oração perseverante e humilde (Lc 18,1-14) que já se iniciou na passagem anterior deste texto. Para falar da oração humilde Jesus conta uma parábola na qual ele coloca em confronto dois tipos de atitude diante de Deus representados por um fariseu e um publicano, como protagonistas da parábola: o fariseu que se elogia desprezando o outro e o publicano que simplesmente pede a misericórdia de Deus sem desprezar ninguém, porque ele tem consciência de seus pecados.Na “oração” do fariseu, Deus ficou esquecido e somente o EU predomina: Eu não sou como os demais, eu jejuo, eu pago o dízimo. A arrogante consciência de ter feito alguma coisa, o faz acreditar que Deus se tornou seu Devedor, mas é inútil. Ele abusava da oração para demonstrar sua própria grandeza a fim de se colocar em destaque diante dos demais. É um verdadeiro exibicionista. O exibicionismo é a linguagem que demonstra a ausência de um valor. Quando um valor cresce na experiência espiritual de uma pessoa, ela ama discrição, que é a linguagem do tesouro escondido, e se comunica pelo caminho da simplicidade e da discrição. Toda a arrogância é contra ao amor fraterno que é essencial para uma convivência mais humana.

13.03.2015-Não basta amar a Deus, alguém tem que amar também o próximo. Não basta amar o outro, mas tem que saber se amar: “Amar a Deus com toda força e o próximo como a ti mesmo”. Não faça do outro como objeto de sua carência de amor. Isto não é amor. É exploração Para amar tem que ser livre. O amor verdadeiro se direciona unicamente ao outro, sem esperar recompensa. O amor liberta, dá segurança e possibilita o crescimento. Quando uma pessoa começar a sufocar a outra pessoa é porque está faltando amor. Amar a Deus somente é possível amando o próximo. O amor que se pratica com Deus deve ser igual ao amor que se pratica com o próximo. Como isso, Jesus destaca a importância de um ser humano e não as leis que matam as pessoas para render um culto errado para um deus falso.Por isso é que Jesus não fala de qualquer amor. Ele fala do amor ágape. Ágape é uma palavra grega que significa o amor que se dirige unicamente para o outro, incondicional, e que não espera nada em troca. É uma doação pura de si mesmo. Por isso, Jesus chegou a fazer uma afirmação muito extrema: “Amai vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem” (Mt 5,43-44). A única coisa que se espera dos inimigos é o bem deles. Este é o amor-ágape. É o amor que salva e liberta. Com efeito, a atitude de fé é procurar descobrir o projeto de amor de Deus e corresponder a ele. Amar a Deus significa escutá-Lo, adorá-Lo, encontrar-nos com ele na oração e na vida e amar o que ele ama. Amar o próximo não apenas significa deixar de fazer o mal, e sim estar pronto para ajudá-lo, acolhê-lo e perdoá-lo. Amor é o único meio que em si tem capacidade de convencer o outro, até os ateus de que somos cristãos.

12.03.2015-No evangelho de hoje, Jesus nos apresenta a vida cristã como um combate: “Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha”. Ele nos apresenta que há dois poderes sempre em guerras: o poder divino e o poder de Belzebu ou o poder do mal. Estamos, às vezes, obrigados a constatar que o mal tem raízes extremamente profundas por causa das forças destruidoras e violentas que aparentemente, nenhum homem é capaz de dominar O evangelho quer nos dizer que é preciso voltarmos para Jesus e vivermos seus esinamentos e estarmos vigilantes para que o poder do mal não nos surpreende em qualquer momento.

11.03.2015-A Eucaristia da qual participamos é um compromisso para sermos pessoas que, renovadas e revestidas de Cristo, nos faz caminharmos pela vida como aquelas pessoas que proclamam a verdade, o bem, o amor como uma entrega a favor dos demais, deixando de lado ou abandonando totalmente aqueles caminhos que nos fazem nos destruirmos uns aos outros ou pisotear os direitos das classes mais desprotegidas. O Senhor pede que sejamos fieis à Sua lei, a Lei do amor que não somente nos faz colocar Deus sobre todas as coisas, mas ao mesmo tempo nos levar a querermos bem para os outros. Os cristãos devem se converter em sinal de amor para os outros (cf. Jo 13,35). Se fomos feitos à imagem e à semelhança de Deus, então nosso modo de viver não deve apagar essa imagem. Se essa imagem for apagada em nós, ninguém vai dizer que somos de Cristo. São Paulo nos relembra através destas frases: “Somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem” (2Cor 2,15). E acrescentou: “Vós sois uma carta de Cristo... escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, em vossos corações” (2Cor 3,3).

10.03.2015-Não saber perdoar para qualquer seguidor de Cristo é um comportamento cínico e é o fruto de uma atitude interior na qual o egoísmo, o próprio interesse ocupa de tal forma o posto reservado ao amor limpo, ao gozo pela felicidade dos demais, à alegria de sentir-se instrumento de paz e concórdia que não deixam a luz do Espírito divino e a luz da sensatez humana penetrar no nosso coração e inundar nossa vida de cristãos.O perdão é uma categoria fundamental e radical no Evangelho e é proposto por Jesus, para a comunidade, como um elemento constitutivo da qualidade das relações. Perdoando o passado doloroso se constrói um futuro cheio de esperança. Trata-se de uma atitude positiva e otimista. O mal não tem a ultima palavra porque o homem e a mulher podem mudar.

09.03.2015-O texto do evangelho de hoje nos narra que Jesus se encontra novamente em sua terra,Em Nazaré os conterrâneos de Jesus exigem que Jesus faça também milagres no meio deles. Mas nenhum milagre acontece. Exigir de Deus um milagre significa querer impor a Deus nossa vontade e nos esquecermos de que o milagre é um dom livre da parte de Deus. A fé que exige milagres não é a verdadeira fé. A fé exige total superação do plano meramente humano (cf. Lc 8,21). Se faltar isso, torna-se difícil a prática da obediência cristã. Se vivermos realmente de acordo com a Palavra de Deus nós vamos encontrar muitas surpresas boas para nossa vida, pois “a fé é a antecipação daquilo que se espera” (Hb 11,1).

A expressão de Jesus “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” nos lembra quanto somos rebeldes em aceitar que alguém de nosso meio, cujas “virtudes e milagres” cremos conhecer, se torne juiz de nossa ação, mesmo que seja em nome de Deus.Se os nazarenos, que fazem parte do Povo eleito, recusam a presença de um profeta na pessoa de Jesus, a primeira leitura nos apresenta um homem pagão, Naamã, que acredita na Palavra de Deus através da boca do profeta Eliseu.

 

07.03,2015-A parábola do Pai misericordioso nos revela duas coisas: a miséria e a misericórdia; revela-nos o que há no coração do homem e o que há no coração de Deus; revela-nos a imensa escuridão no homem e a infinita luminosidade em Deus.O filho mais novo e mais velho da parábola, ambos não reconhecem de verdade o próprio Pai cheio de amor. Os dois não têm consciência de suas distorções. Ambos são como dois cegos que vão tropeçar: um cai na desordem; o outro, no excesso de ordem.  Um está seguro de saber o que quer: partir sem rumo. O outro tem certeza de estar no caminho certo: o dever. O mais velho fica em casa sem reconhecer o amor do Pai. O mais novo abandona a casa em busca de uma felicidade deixando a mesma em casa. Por trás desses dois filhos está Jesus Cristo, fiel à vontade de Deus em salvar a humanidade. Ele ama a humanidade até o fim (cf. Jo 13,1).Deixar a casa é muito mais do que um acontecimento limitado a tempo e lugar. Deixar a casa significa negar a realidade espiritual de que eu pertenço a Deus com todo o meu ser, que Deus me ampara num eterno abraço, que sou realmente moldado nas palmas das mãos de Deus e refugiado nas suas sombras. Deixar a casa significa ignorar a verdade de que Deus me moldou. Deixar a casa é viver como se eu não tivesse um lar e precisasse procurar muito à distância até encontrá-lo. Eu preciso estar consciente de que faço parte da família de Deus e eu devo viver como membro da família de Deus.

 06.03.2015-Por causa dos homens e por causa do Seu amor sem limites pelos homens Deus usa todos os recursos e todas as possibilidades para salvá-los. Os recursos se esgotaram (Mt 21,34-36). Agora resta apenas seu Filho. Deus é verdadeiramente “o pobre” por excelência, porque nos deu tudo. Até seu próprio Filho, o ultimo que restou. Em sua incurável paixão pelos homens Deus não ficou com nada, nem com o seu próprio Filho. Significa que Deus nos toma a sério e deixa o campo livre para que atuemos com plena responsabilidade. Mas Deus é impotente diante da liberdade do homem. O homem é responsável pela sua própria escolha. No momento em que o homem não respeitar as regras e as placas da vida que apontam para sua plena realização e para a eternidade, ele perderá sua liberdade e cairá em uma série de prisões e escravidões.É um Deus que pretende atuar exclusivamente através do amor, pois este caminho é que leva o homem à sua plenitude, à eternidade. Cristo morreu perdoando o homem.Cada um precisa entrar no silêncio sagrado para meditar sobre o amor de Deus por cada um e a resposta de cada um diante desse amor. Será que sou ingrato diante do amor de Deus? Será que sou irresponsável na minha atuação como pessoa amada de Deus? Será que eu vivo de acordo com o amor com que Deus me ama? Será que sou capaz de dar tudo por amor?  

05.03.2015-Como foi dito anteriormente na passagem do evangelho deste dia Jesus nos fala sobre o perigo da riqueza. Trata-se de uma severa advertência para todos. Para entender a severa advertência de Jesus sobre o perigo da riqueza precisamos partir de uma consciência plena de que Jesus ama a todos sem exceção (cf. Jo 3,16; 10,10). Quanto maior se tornar um perigo, maior será a advertência de Jesus por amor. Por isso, Deus não é uma ameaça para os homens, especialmente para os ricos ou um concorrente deles, mas Ele é uma potência de amor que constrói todos os homens. Acima de tudo, Deus é o Pai de todos. Todas as riquezas do universo são de Deus, pois Ele é o Criador de tudo isso. Por isso, ao chamar a atenção dos ricos apegados Jesus quer evitá-los do perigo mortal, se eles continuarem a se deixar aprisionar pelo dinheiro. Jesus quer lhes dizer assim: “Atenção com o dinheiro! Atenção com a riqueza! É uma arma perigosíssima!”

04.03.2015-“Enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte...”. A Quaresma é também uma “subida para Jerusalém”. É um caminho para a cruz. Nossa vida deve ser uma subida contínua até Deus. Podemos até fazer algumas paradas, mas jamais uma paralisia.Em cada Eucaristia comungamos o Corpo de Cristo. Ao comungar o Corpo do Senhor estamos querendo proclamar a todos que queremos servir e praticar o bem, que queremos viver como Cristo viveu, que queremos mergulhar no amor sem limite de Jesus Cristo. Sem a sintonia com a vida de Cristo, a Eucaristia da qual participamos, supostamente, carecerá de sentido.“Vós não sabeis o que estais pedindo”, diz Jesus aos filhos de Zebedeu. Também nós pedimos muitas coisas a Deus, sem que de fato, “saibamos” o significado de nossos pedidos.Para ser relembrado e refletido permanentemente:“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. “A vida é dada a nós e nós a merecemos dando-a” (Rabindranath Tagore).P. Vitus Gustama,svd

03.03.2015-Quando temos entre as mãos os corações daqueles que queremos melhores e os sabemos atrair com a mansidão de Cristo, já percorremos metade do nosso caminho apostólico. Ao perceberem isto, os corações deles se tornam abertos, como terra boa, onde podemos semear a semente da Palavra de Deus. A Igreja nunca deve esquecer-se de que foi instituída para servir. O serviço é o único critério da grandeza para um cristão segundo o evangelho (Mt 23,11). O próprio Cristo é o exemplo disso (cf. Jo 13,15). Para se manter nessa missão a Igreja deve converter-se permanentemente. Segundo o profeta Isaias (cf. Is 1,10.16-20) o âmago da penitência está na procura do bem e da justiça, da retidão e da honestidade, da caridade e da solidariedade.A Palavra de Deus proclamada hoje nos chama à conversão que se traduz no serviço despretensioso. Viver em estado permanente de conversão é a lei de crescimento para qualquer pessoa que acredita em Deus. “Quem não reconhecer seus pecados ata-os às costas como uma mochila e põe em evidência os pecados dos outros. Não por diligência, mas por inveja. Acusando o próximo, procura esquecer a si mesmo” (Santo Agostinho. In ps. 100,3). O móvel da conversão não é tanto a ameaça de castigo ou de perder a salvação, quanto a fascinação de penetrar na vida do amor trinitário divino. A conversão conduz as pessoas juntas à maturidade espiritual, que se reflete em sua aversão ao mal e sua atração pelo bem.P. Vitus Gustama,svd

02.03.2015-A misericórdia não é simplesmente amor: é um amor que não conhece limites, barreiras, obstáculos, fronteiras: é um amor que sabe amar também quem se tornou  indigno do amor. Enquanto o amor diz somente doação, a misericórdia diz super doação. A misericórdia é um especial poder do amor, que prevalece sobre o ódio, a infidelidade, a deslealdade, a ingratidão. Como diz João Paulo II: “Esse amor misericordioso é capaz de curvar-se ante o filho pródigo, ante a miséria humana e, sobretudo, ante a miséria moral, ante o pecado. A misericórdia se manifesta em seu aspecto verdadeiro e próprio quando valoriza, promove e explicita o bem em todas as formas de mal existente no mundo e no homem” (Dives in misericordia, no.6).O melhor caminho para humanizar cada vez mais um ser humano é o do amor e da misericórdia. Um cristão cheio de amor e de misericórdia é muito humano e educado. Ele é tão humano que se transforma em uma manifestação daquilo que é divino. Naquele que ama tem algo divino, pois “Deus é amor”. Jesus Cristo foi tão humano e por isso, foi tão divino. Para sermos divinos temos que ser muito humanos. É o paradoxo de ser cristão.

28.02.2015-Como é difícil amar os que destruíram ou acabaram com nossa vida ou nossa família, e ainda rezar por eles!? No nosso inconsciente, como seres humanos, sempre resta algum sentimento vingativo. Trata-se de um sentimento com o intuito de acabar com a vida dos que nos fizeram algum mal, mas, infelizmente, resulta em acabar com a nossa própria vida por causa do mesmo sentimento: “O ódio que se opõe ao ódio consegue apenas aumentar a superfície e também a profundeza do ódio” (Mahatma Gandhi). Repito: O ódio é igual a beber o veneno e espera-se que o outro morra. Mas aquele que bebe o veneno é que morre. Daí lança-se a pergunta: vale a pena seguir o mesmo caminho (violência, vingança)? Não se trata de acariciar a cabeça de quem pratica a violência. Trata-se de procurar alguma alternativa. Nisto percebemos que ser cristão é o grande desafio diariamente. Todo dia devemos renovar o nosso ser de cristãos ao contemplar permanentemente Jesus Cristo, o amor misericordioso de Deus feito homem.

 

História

 

DADOS SOBRE AS  ORIGENS DA PARÓQUIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO

 

Localização

O território pertenceu  à  fazenda do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório, em 1823. Em 9  de maio de 1856, foi comprado pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar que se casou com a Marquesa de Santos, falecida em 1867. Em 1917, foi comprada em parte pela Companhia Armour do Brasil.

Até o fim da década de 1940, a região do Parque São Domingos era usada como pastagem para o gado que deveria ser abatido no Frigorífico Armour, passando por baixo da vi Anhanguera, pelo “buraco do boi”, que hoje está prestes a ser eliminado.

Passou, depois,  para a Novo Mundo Investimentos Ltda que  se transformou na Comercial e Imobiliária Novo Mundo Ltda  (rua João Brícola, 39)

 

O terreno em que está construída da igreja de São Domingos Sávio foi doado pela Novo Mundo Investimentos Ltda, com a condição de que  logo se construísse  uma igreja. Havia, para isso, um prazo limite. Não podia ser uma capelinha. Tinha que ser uma igreja.

 

Em 3 de fevereiro de ‘1957 foi colocado um cruzeiro no terreno, quando os clérigos salesianos do Instituto Pio XI já faziam “oratório festivo” com a criançada da vizinhança.

O cruzeiro foi doado por Ermano Marchetti, político muito conhecido na região.

Foi construído um palanque coberto onde ficou o altar. Uma procissão saiu da igreja dos Remédios e chegou, a pé, até o Parque São Domingos para a missa e inauguração do cruzeiro. Na procissão vinham Filhas de Maria, Congregados Marianos, crianças da Cruzada Eucarística e muitos outros paroquianos dos Remédios. Chovia e ventava naquele dia. Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo auxiliar, presidiu a cerimônia e encabeçou uma coleta com a importância de dez mil na moeda então circulante. Seguindo o exemplo do bispo, oura pessoa chamada Cid Valente, ofertou ainda mais cinco mil e todo o povo contribuiu dentro de suas possibilidades.

 

Como o prazo estipulado para a confirmação da doação do terreno esta quase se esgotando (faltavam só dois anos) foi formada uma comissão de moradores para a construção da igreja. Entre outras pessoas, compunham a comissão:  Luiz Piccoli, Galdino Alves, Osório Lima, João Carpi, Carlos Davi, o juiz de paz de Pirituba sr. Leônidas, Geraldo Ratis.

Sobressaíam ainda nos esforços pela construção Ana Rodel Alves, Penha Ratis, Paula Piccoli...

Faziam-se leilões de prendas doadas, nas casas onde os moradores se reuniam para rezar o terço. Com os leilões, era conseguido algum dinheiro para a compra de material de construção.

 

Conta-se que foi decidido pela comissão apenas o tamanho da igreja (atual salão paroquial) sem determinar onde seria a porta principal.  Mesmo assim, começaram as escavações para os alicerces da igreja. Com os alicerces em andamento, ficou garantida a posse do terreno.

 

 

   

 

 

Inicialmente, o pensamento era de a igreja ser dedicada aos Santos Anjos mas com a presença dos salesianos e a recente canonização de Domingos Sávio, a igreja passou a ser de São Domingos Sávio.

 

Já em 1959, uma primeira turma de crianças estava pronta para fazer a Primeira Comunhão ma como não havia boas  condições  no Parque, a festa foi feita na igreja da Lapa.

 

Levantadas as paredes e feito o telhado, veio a surpresa: em 21 de abril de 1960 foi criada a Paróquia de São Domingos Sávio.

 

Somente em 6 de outubro de 1961 houve a posse do primeiro párooco: Monsenhor Rafael Arcanjo Coelho que era da Arquidiocese de Mariana, MG, mas que estava em São Paulo desenvolvendo atividades relacionadas, inclusive, a atendimentos aos afro-descendentes.

 

Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, organizou o Apostolado da Oração e difundiu a devoção das “Nove Primeiras Sextas-Feiras”. Logo foi chamado de volta para sua diocese e a Paróquia ficou sem pároco por quase três anos.

 

 

Eram os Cônegos Lateranenses da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios que geralmente atendiam os moradores do Parque, principalmente os padres Domingos, Guerino e José.

 

Em 26 de fevereiro de 1966, a paróquia foi entregue aos Religiosos de São Vicente de Paulo, congregação funda em Paris por Jean Leon  Le Prevost.  Assumiu, então a paróquia o padre Gabriel Fortier, vindo do Canadá como missionário.   Aqui ele permaneceu até ser chamado para ficar à frente da Região Episcopal Oeste 1, com sede na Lapa, por ocasião da enfermidade que acometeu Dom José Thurler, bispo auxiliar.

 

 

Padre Gabriel Fortier empenhou-se  em colocar em prática as decisões do Concílio Vaticano II.  Estava sempre presente em todas as reivindicações dos moradores do Parque.

Participava   das  reuniões onde se discutiam as maneiras mais rápidas para se conseguir linha de ônibus,   eletricidade para as casas e ruas,  recuperação das ruas que apenas tinham sido  abertas nas muitas movimentações de terra e que as águas das chuvas  as  tornavam  impraticáveis.

 

informações pesquizadas pelo Prof.Leôncio

 

Galeria de Vídeos
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AVISOS PAROQUIAIS

PROGRAMAÇÃO SEMANA SANTA

- 27/03 (sexta-feira) 20h00 - Confissão individual com todos os padres do Setor Pirituba

- 28/03 (sábado) 17h00 - Missa - Entrega do Gesto Concreto dos grupos de encontro da Quaresma

- 29/03 DOMINGO DE RAMOS - Coleta dos envelopes da Campanha da Fraternidade
Missas: 8h00 - 10h00 - 12h00 - 19h00
Neste dia, haverá procissão de Ramos somente na missa das 10h00

- 30/03 (segunda-feira) 20h00 - Celebração Penitencial

- 31/03 (terça-feira) 20h00 - Noite de Espiritualidade - Em preparação à Páscoa do nosso Senhor

- 1º/04 (quarta-feira) 20h00 - Missa dos Santos Óleos - Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

- 02/04 (quinta-feira Santa) 20h00 - Missa do Lava Pés - Instituição da Eucaristia; seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento até ás 0h00 no salão paroquial

- 03/04 (sexta-feira Santa) das 8h00 ás 12h00 - Adoração ao Santíssimo Sacramento no Salão Paroquial
15h00 - Celebração da Cruz; seguida de Via Sacra pelas ruas do bairro

- 04/04 (sábado) 20h00 - Sábado Santo - Vigília pascal
Após a missa, tradicional café pascal. Por favor, trazer um prato de doce ou salgado para partilha com toda a comunidade

- 05/04 (domingo) - PÁSCOA DO NOSSO SENHOR
Missas: 8h00 - 10h00 - 19h00

CRISMA -Estão abertas as inscrições para nova turma de Crisma

As inscrições poderão ser feitas após as missas dominicais das 10h00 - 12h00 e 19h00, com os catequistas responsáveis ou durante a semana na secretaria paroquial. 

- Idade mínima: 13 ANOS COMPLETOS

CURSO DE MÚSICA SACRA

Maestro Jose Luiz Ribeiro

 Professor da Unisal-Universidade Salesiana mais informações secretaria paroquial.

-VIGILANTES DO PESO

 REUNIÕES TODAS AS TERÇAS-FEIRAS  DAS 18 ÁS 1930HS.

-PARTICIPEM DA VOTAÇÃO PARA O CMDCA(Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo)

VIA SACRA

Todas as quintas-feiras, do período da quaresma, após a missa das 19h30

 

Estão abertas as inscrições para catequese de 1ª Eucaristia procurar a secretaria para maiores informações.

Você jovem que já recebeu o sacramento do Crisma venha participar do Grupo de Jovens.

A pastoral dos Corinhas está com inscrições abertas, quem estiver interessado procurar a secretaria.

Senhores dizimitas por gentileza retirem o formulário para recadastramento na mesa do dízimo e o seu calendário 2015.

0 projeto Beija-flor necessita de voluntários para acompanhar crianças com dificuldade escolar.

Venham participar da nossa Catequese de Adultos, todas as Terças Feiras ás 20h00.

Pedimos a gentileza de trazer sua nota fiscal paulista sem o CPF, para ajudar a Casa de Guadalupe.

O Reino de Deus é precisamente a máxima realização dos ideais humanos de fraternidade, de solidariedade, de comunhão, de igualdade e de justiça. E precisamente no comer comunitário ou na festa comunitária se vivem os sinais que mostram como possível ou realizável o Reino de Deus entre os seres humanos. Para isso, há que ter uma disponibilidade generosa e a aspiração de construir algo maior do que os pequenos negócios e trabalhos particulares ou individuais.

10 RAZÕES PARA TORNAR-SE UM DIZIMISTA:

1 - Sou dizimista porque reconheço os dons de Deus em minha vida. (II Cor 9,7)

2 - Porque manifesto minha gratidão a Deus por tudo! (I Cor 4,7)

3 - Porque procuro retribuir ao meu próximo. ( Lc 17,16)

4 - Porque creio no que Deus diz através da Escritura. (Ml 3,10; Lc 21,1-4)

5 - Porque sou filho de Deus, n‘Ele confio e espero. (Mt 6, 25-31)

6 - Porque deixo de ser egoista, à medida que partilho com os outros. (Lc 12, 16-21; Pd 4,8)

7 - Porque creio na vida comunitária fraterna,onde Deus está (Mt 18,20)

8 - Porque levo a sério a Palavra de Deus, que é Pai das misericórdias (Mt 25,40)

9 - Porque Jesus tranquiliza-me, dando-me a certeza de que é meu grande amigo (Jo 14,1-5; Mt 25,34)

10 - Porque desejo ver o evangelho pregado com eficácia, a Comunidade crescendo e Deus sendo glorificado! (Mt 28,19-20; Mc 16,15)

O espaço totalmente ocupado pelo bem, o mal não tem vez. Quem se mantiver assim até o fim, seu nome estará escrito no céu

 

O CRISTÃO DEVE ESFORÇAR-SE PARA SER MELHOR EM TUDO

Para Refletir

1.“O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. E é tão grande, que chega a virar Deus contra Si próprio, o seu amor contra a sua justiça. Nisto, o cristão vê já esboçar-se veladamente o mistério da Cruz: Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Papa Bento XVI: Carta Encíclica Deus Caritas Est no.10).

2. A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência (idem no. 25ª).

P.Vitus Gustama,svd

FE..“Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

Diante da pergunta sobre o porquê da incapacidade dos discípulos em curar o menino, Jesus deu-lhes uma grande lição sobre a importância da fé: 

Com suas palavras, Jesus sublinha, sobretudo, a necessidade da fé para poder vencer o mal.

A fé é onipotente porque nos une ao Onipotente. A fé é o ponto de apoio em Deus. A fé nos dá um poder incrível, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como podemos verificar na vida de tantos homens e mulheres ao longo da história da Igreja. A fé nos permite rezar de modo eficaz. Segundo Jesus, a verdadeira fé faz desaparecer qualquer impossibilidade, faz qualquer um caminhar na vida com serenidade e paz, com alegria profunda como uma criança nas mãos de sua mãe. A verdadeira fé liberta qualquer um do desapego de todas as coisas. Além disso, é importante para nossa vida comunitária ter em conta que a fé em Deus nos abre muitas possibilidades e qualidades que estão escondidas e adormecidas. Ao assumir pessoalmente a fé, começaremos a ser conscientes de nossas grandes reservas humanas, as quais devem ser postas para o serviço aos demais.

A PONTE ENTRE DEUS E OS NOMES

Se os homens criam muros e abismos de separação entre si, Jesus cria pontes entre os homens e Deus para que os homens tenham um livre acesso para chegar até Deus, para a vida eterna. Sejamos construtores de pontes e não de muros e de abismos de isolamento. O homem existe para o outro homem. No âmago de nossa natureza, como homens, está a ânsia de integração. Há no coração do homem uma faceta infantil e inocente que sempre fica profundamente magoada quando somos excluídos de um relacionamento ou de uma convivência. Ninguém foi criado para o isolamento. Quando ficamos isolados, estamos propensos a ser prejudicados. Sempre que há distância, há anseio. Se a distância suscita o anseio, a proximidade cria a integração. Podemos possuir tudo que o mundo tem a oferecer em termos de status, de realização profissional, de bens materiais, de cargos sociais importantes e assim por diante, no entanto, sem nos sentirmos integrados, tudo isso parece vazio e inútil.

 

Para Refletir:

“Onde é que Te encontrei para poder conhecer-Te (Senhor)? Não estavas na minha memória antes de eu Te conhecer. Onde, então, Te encontrei, para conhecer-Te, senão em Ti mesmo, acima de mim?

Eis que habitavas dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora! Tu me chamaste, e Teu grito rompeu a minha surdez. Fulguraste e brilhaste e Tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por Ti. Eu Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de Tua paz”.

Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti. Dá-me, Senhor, saber e compreender qual seja o primeiro: invocar-Te ou louvar-Te... Quem O procura O encontra, e, tendo-O encontrado, O louvará.  (Santo Agostinho. Confissões, X,26-27; I,1).

Choramos por causa de alegria profunda como choramos por causa de uma tristeza profunda. O choro é a única linguagem capaz de expressar tudo que sentimos profundamente em lagrimas que nenhuma outra língua capaz de expressar.

O que nos frustra e tira nossa alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida. Nossa alma não está sedenta de poder, de fama, de popularidade, de conforto, de propriedades e assim por diante. Nossa alma tem fome do significado da vida, ou de aprendermos a viver de tal modo que nossa existência ou nossa passagem neste mundo tenha importância ou significado capaz de modificar ou de melhorar o mundo, pelo menos, ao nosso redor.


E Deus nos chama pelo nome: “Eu te chamo pelo nome, és meu”, disse Deus para cada um de nós (Is 43,1). “Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas”, acrescentou Deus (Is 49,16). 


 

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